De 6 a 7 de julho de 2025, ocorreu no Rio de Janeiro a XVII Cúpula do BRICS, reunindo líderes e representantes dos 11 países-membros do bloco para debater a cooperação política, econômica, cultural e de segurança, sob o tema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”. O encontro, sediado no Museu de Arte Moderna (MAM), teve como objetivo principal fortalecer a parceria estratégica entre os países do Sul Global, promover reformas multilaterais e discutir soluções para desafios globais como mudanças climáticas e governança da inteligência artificial.
A cúpula contou com a presença de chefes de Estado e de governo, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro chinês Li Qiang e representantes da Rússia, Índia, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. A segurança no evento foi reforçada com rigor, garantindo a proteção dos delegados e a tranquilidade das atividades, em meio a um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas.
Entre os principais resultados, os líderes aprovaram a “Declaração do Rio de Janeiro”, que reafirma o compromisso com o multilateralismo, a reforma do Conselho de Segurança da ONU para torná-lo mais democrático e representativo, e o apoio à solução de dois Estados para o conflito entre Palestina e Israel. Além disso, o documento endossa iniciativas como a Parceria do BRICS para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas e a Declaração sobre Finanças Climáticas e Governança Global da Inteligência Artificial.
Durante a cúpula, Lula destacou a importância do Sul Global como motor de mudanças positivas e defendeu uma ordem internacional mais justa, inclusiva e sustentável. O primeiro-ministro Li Qiang enfatizou o papel do BRICS na promoção da paz e do desenvolvimento econômico, enquanto outros líderes ressaltaram a necessidade de ampliar a cooperação econômica e tecnológica entre os membros do bloco.
- Luiz Inácio Lula da Silva: “O Sul Global é um motor de mudanças positivas diante dos desafios internacionais.”
- Li Qiang, primeiro-ministro da China: “O BRICS promove a paz, o desenvolvimento econômico e a cooperação entre países em desenvolvimento.”
- Declaração do Rio de Janeiro: “Reafirmamos nosso compromisso com o multilateralismo, a solidariedade, a democracia, a inclusão e o desenvolvimento sustentável.”
- Documento oficial: “A reforma do Conselho de Segurança da ONU é urgente para torná-lo mais democrático e representativo.”
- Declaração do BRICS: “A solução de dois Estados para Palestina e Israel é o único meio para assegurar a paz e a estabilidade na região.”
- Putin: “O modelo de globalização liberal está ultrapassado; estamos caminhando para uma ordem mundial multipolar. Propomos a criação de uma plataforma de investimentos para apoiar e atrair fundos dos países do BRICS e do Sul e Leste global.”.
- António Guterres, secretário-geral da ONU:“As relações de poder estão mudando, e o multilateralismo precisa se adaptar para continuar relevante.”, “O BRICS tem papel fundamental para promover uma ordem internacional mais inclusiva e sustentável.”
O encontro também marcou a ampliação do BRICS, com a inclusão oficial da Indonésia como membro pleno e o reconhecimento de diversos países parceiros, como Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Nigéria, Vietnã e outros. A cúpula reforçou o posicionamento do bloco como um fórum alternativo para a governança global, especialmente diante da crise das instituições multilaterais tradicionais.
Ao final, a cúpula consolidou compromissos para avançar em reformas multilaterais, cooperação econômica e combate às mudanças climáticas, estabelecendo o BRICS como um ator central na construção de uma nova ordem mundial mais equilibrada e representativa.