## INTRODUÇÃO
“Os criminosos devem sofrer o rigor da Justiça e o peso da História.” A frase, dita pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), nesta quinta-feira (8), sintetiza a posição do governo sobre a responsabilização dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em referência à invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, Alckmin defendeu punição exemplar para aqueles que atentaram contra o resultado das urnas e contra as instituições democráticas. Ao ecoar o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classifica o episódio como tentativa de golpe e “vergonha nacional”, o vice-presidente reforça a mensagem de que não haverá anistia política ou simbólica para os articuladores e executores do ataque à democracia brasileira.[1][5][6]
## DESENVOLVIMENTO
Os ataques de 8 de janeiro de 2023 ocorreram uma semana após a posse de Lula, quando grupos inconformados com o resultado das eleições de 2022 invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.[1][6] A destruição de obras de arte, mobiliário histórico e estruturas de poder simbolizou, para integrantes do governo, uma tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.[2][5] Alckmin já havia classificado o episódio como “vergonha nacional” e “tentativa inaceitável de desafiar os legítimos poderes das nossas instituições republicanas e democráticas”.[1][4][6]
Desde então, a reação institucional foi descrita por ele como “muito forte”, com união dos Três Poderes para garantir responsabilização.[3][5] Investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República apontaram que os atos não foram espontâneos, mas o desdobramento de uma trama golpista articulada pelo menos desde 2021, com elaboração de minuta de decreto de exceção e do plano “Punhal Verde-Amarelo”, que previa o assassinato de Lula, Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.[2][5] O inquérito foi concluído em 2024, resultando no indiciamento de Jair Bolsonaro e outros 36 aliados, e em 29 condenações já proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, incluindo crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e dano qualificado ao patrimônio da União.[2]
## ANÁLISE
Ao defender que os criminosos enfrentem “o rigor da Justiça e o peso da História”, Alckmin projeta a punição para além da esfera jurídica, situando os atos de 8 de janeiro como um marco negativo permanente na memória nacional. A fala procura cumprir duas funções: responder à demanda por responsabilização efetiva – sobretudo dos articuladores políticos – e consolidar uma narrativa segundo a qual a democracia “venceu” a tentativa de golpe graças à reação coordenada das instituições.[3][5] Ao enquadrar os envolvidos como golpistas e criminosos, o vice-presidente também busca deslegitimar discursos que relativizam os ataques como mera manifestação política ou “protesto radical”, reforçando a ideia de que não há espaço para ambiguidade diante de investidas contra o Estado de Direito.[1][2][6]
## CONCLUSÃO
A declaração de Alckmin insere-se em uma estratégia mais ampla do governo de transformar o 8 de janeiro em símbolo de alerta permanente contra aventuras autoritárias.[4][5] Ao cobrar punição exemplar e memória histórica, o vice-presidente tenta desestimular novas ações de desestabilização e consolidar consenso em torno da defesa das instituições. Com investigações avançadas, condenações já em andamento e o caso marcado como “tentativa de golpe” em documentos oficiais e discursos públicos, o país segue definindo, nos tribunais e na opinião pública, como a História julgará os protagonistas daquele dia.[2][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complementação sobre a declaração de Alckmin
**Contexto da declaração:** Alckmin proferiu essas palavras durante cerimônia no Palácio do Planalto marcando os três anos da invasão às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023[1]. O vice-presidente atribuiu ao presidente Lula um papel decisivo na preservação da democracia, afirmando que “foi sua liderança que salvou a democracia no Brasil”[1].
**Posicionamento ampliado:** Além da responsabilização penal, Alckmin enfatizou que a “Justiça não se divide, não se fraciona”[1], indicando demanda por punições abrangentes. Em declarações anteriores, cobrou punição não apenas dos invasores, mas também de quem financiou e estimulou os ataques[2]. O vice-presidente também acusou militares de “contaminação” pela política durante o governo anterior[2].
**Perspectiva institucional:** A reação institucional ao ataque demonstrou a força das instituições democráticas brasileiras[1], com a democracia saindo “fortalecida do episódio”[2].
**Desafios