Presidente dos EUA, Donald Trump 15/12/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein
# Trump nega estar em guerra com a Venezuela, fala em ‘consertar’ país
## INTRODUÇÃO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (5) em entrevista à NBC News que os norte-americanos não estão em guerra com a Venezuela[2]. “Não, não estamos em guerra”, afirmou Trump, precisando que o conflito americano é contra traficantes de drogas, e não contra o país sul-americano[2][6]. A declaração marca uma nuance importante nas tensões recentes entre Washington e Caracas, após operações militares dos EUA na região e a captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Trump sinalizou intenção de “consertar” a Venezuela através de uma administração temporária americana e reconstrução do país[3].
## DESENVOLVIMENTO
Apesar de negar um conflito aberto, Trump mantém uma postura agressiva em relação à Venezuela. Semanas antes, o presidente havia dito à NBC que não descartava a possibilidade de guerra contra o país[1], quando questionado sobre possíveis escalações. Agora, Trump reafirma que o foco está em criminosos e traficantes, não em uma guerra convencional[2].
O presidente anunciou que os Estados Unidos administrarão temporariamente a Venezuela até uma “transição adequada e justa”[3]. Segundo Trump, empresas americanas assumirão a indústria petrolífera venezuelana, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, e injetarão bilhões de dólares na reconstrução da infraestrutura do país[3]. Trump descartou eleições nos próximos 30 dias, argumentando que o país precisa ser “consertado” antes[2][6].
Um grupo de autoridades americanas supervisionará o governo venezuelano, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete Stephen Miller e o vice-presidente JD Vance, com Trump tendo a palavra final[2]. Trump também afirmou que a presidente interina Delcy Rodríguez está colaborando com as autoridades americanas[2].
## ANÁLISE
A declaração de Trump reflete uma estratégia de reconfiguração de poder na região sem usar a nomenclatura de “guerra”. Ao enfatizar que o conflito é contra criminosos e traficantes, o presidente busca legitimar as operações militares sob uma ótica de segurança interna americana, não de intervenção geopolítica[2][5]. A proposta de administração temporária e reconstrução econômica sinaliza ambições de controle de recursos energéticos e influência hemisférica[3]. No entanto, essa abordagem contrasta com pressões do Congresso: o Senado dos EUA aprovou resolução determinando a interrupção do uso da força contra a Venezuela sem autorização expressa do Congresso[4].
## CONCLUSÃO
Trump posiciona a situação venezuelana como questão de segurança e reconstrução, não de guerra. A estratégia envolve administração temporária americana, controle da indústria petrolífera e supervisão política até uma transição de poder. Contudo, a aprovação de resolução do Senado limitando ações militares indica resistência interna ao envolvimento prolongado na Venezuela, sugerindo tensões entre os poderes americanos sobre os próximos passos na região.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
Trump nega “guerra”, mas os EUA realizaram uma operação que bombardeou Caracas, matou cerca de **100 venezuelanos** e capturou Nicolás Maduro para julgamento em Nova York.[5][6] Caracas e Havana relatam também mortos cubanos no ataque.[6]
1. **Dados/estatísticas**
– Resolução no Senado para limitar novos usos de força foi aprovada por **52 a 47 votos**, obrigando Trump a pedir autorização ao Congresso para novas ações militares na Venezuela.[5][7]
2. **Perspectivas diferentes**
– Casa Branca: discurso de “consertar” e “administrar” a Venezuela por anos, usando o **petróleo** para “reconstruir” o país de forma “lucrativa”.[1][8]
– Críticos e parte da mídia independente classificam as ações como **guerra, invasão e golpe**, apontando bloqueio naval, bombardeios e sequestro de Maduro como atos de guerra.[4][9]
– Congresso (incluindo republicanos dissidentes) busca reafirmar o controle legislativo sobre poderes de guerra.[2][7]
3. **Próximos passos / desenvol