## INTRODUÇÃO
A fintech britânica **Due** acaba de desembarcar no Brasil com um aporte de cerca de **R$ 40 milhões** e um objetivo ambicioso: transformar o país em um de seus principais mercados estratégicos, ao lado de México e Estados Unidos.[1][2] Com presença em mais de **80 países** e integração nativa ao **Pix**, a startup quer usar o ecossistema brasileiro como vitrine para exportar pelo mundo o modelo de pagamentos instantâneos combinado a **stablecoins**, barateando e simplificando transferências internacionais para pessoas e empresas.[1][2][3] Sediada em Londres e fundada em 2022, a Due aposta na maturidade digital dos brasileiros e na força do Pix para acelerar sua expansão global a partir daqui.[1][3]
## DESENVOLVIMENTO
A Due chega ao Brasil logo após captar **US$ 7,3 milhões** em uma rodada seed — valor equivalente a cerca de R$ 40 milhões — que será usado principalmente para expandir sua cobertura global e lançar uma **API própria** voltada a bancos, fintechs, plataformas de câmbio, pequenos negócios e usuários finais.[1][3] A proposta é permitir que empresas plugadas à infraestrutura da startup passem a oferecer pagamentos internacionais quase em tempo real, com UX semelhante ao Pix e custos inferiores aos das remessas tradicionais.[1][2]
Hoje, a fintech já atende mais de **500 empresas** e mantém parceria com a **Coinbase**, maior plataforma de criptomoedas do mundo, usando **stablecoins** como trilho tecnológico para liquidação rápida e mais barata entre países.[1][2] No Brasil, a operação começa com integração total ao Pix, permitindo que o usuário inicie uma transferência em Pix e a outra ponta receba em moeda local no exterior, sem precisar entender a complexidade das criptos nos bastidores.[1][2][3] Segundo Gustavo Marcondes, country manager da Due no país, o alto engajamento digital dos brasileiros e a familiaridade com pagamentos instantâneos criam um terreno ideal para a adoção em escala.[1]
A chegada ao Brasil faz parte de uma estratégia mais ampla de avanço em mercados emergentes, com o México já em operação desde o fim de 2024 e meta de atingir **120 países até 2026**.[1][3] A companhia quer se posicionar como infraestrutura global de pagamentos instantâneos, conectando sistemas locais como Pix a uma camada internacional baseada em stablecoins.
## ANÁLISE
A entrada da Due reforça uma tendência clara: o Brasil deixou de ser apenas case de sucesso com o Pix para virar **plataforma de exportação de tecnologia de pagamentos**.[1][3] Ao combinar Pix e stablecoins, a fintech atua justamente na principal dor do mercado: remessas internacionais ainda caras, lentas e pouco transparentes, mesmo em um país com um dos sistemas de pagamentos mais avançados do mundo.[1][2] Para o setor financeiro, essa movimentação pressiona bancos, câmbio tradicional e outras fintechs a acelerar sua própria agenda de integração global e a investir em infraestrutura multimodal – que consiga falar tanto com sistemas domésticos quanto com blockchain e criptoativos.[4] Se conseguir escalar parcerias e manter custos baixos, a Due tende a disputar protagonismo nesse novo “Pix internacional”.
## CONCLUSÃO
A chegada da Due ao Brasil, com R$ 40 milhões em caixa e foco em Pix + stablecoins, posiciona o país no centro da disputa pela próxima geração de pagamentos transfronteiriços.[1][2][3] Para consumidores e empresas, a promessa é de remessas mais rápidas, baratas e simples. Para o mercado, o movimento indica maior competição em infraestrutura de pagamentos e acelera a convergência entre finanças tradicionais e cripto.[1][2][4] Se a estratégia se confirmar, o Brasil pode se consolidar não só como referência em pagamentos instantâneos, mas como hub global para inovação em transferências internacionais.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
A Due chega ao Brasil com **R$ 40 milhões (US$ 7,3 milhões)** para integrar **Pix, transferências internacionais e stablecoins**, já atuando em **80+ países** e com meta de chegar a **120 até 2026**.[1][2]
1. **Dados/estatísticas**
– Brasil é um dos líderes globais em pagamentos instantâneos; nos EUA, sistemas como FedNow e RTP ainda representam **<5%** dos pagamentos, mas podem chegar a **20–25% até 2026**, reforçando a aposta da Due em conectar esses ecossistemas.[4]
2. **Perspectivas diferentes**
- **Otimista:** a familiaridade do brasileiro com Pix pode acelerar a adoção de remessas internacionais baratas e em tempo real.[1]
- **Cética:** competição com bancos, grandes fintechs e riscos regulatórios em criptos/stablecoins podem limitar margens e crescimento.[2]
3. **Próximos passos / desenvolvimentos esperados**
- Lançamento de **API proprietária** para bancos, fintechs e casas de câmbio no Brasil.[1]
- Expansão da rede de países conectados a