## INTRODUÇÃO
Cinquenta e quatro das oitenta e uma cadeiras do Senado Federal estarão em disputa nas eleições gerais do próximo ano, numa renovação de dois terços da Casa que pode redefinir o centro de gravidade do poder em Brasília.[1][6] Mais que duas vagas por estado, o que está em jogo é o controle da instituição responsável por sabatinar ministros do Supremo, julgar presidentes e processar pedidos de impeachment de integrantes da cúpula do Judiciário. Em meio à polarização e a ataques ao Supremo Tribunal Federal, a direita mira uma bancada robusta com discurso de enfrentamento ao STF, enquanto o governo Lula corre para garantir uma maioria que assegure governabilidade e blinde a Corte de ofensivas políticas.[4][5][6]
## DESENVOLVIMENTO
Em 2026, cada estado elegerá dois senadores, em disputa majoritária simples, para mandatos de oito anos, totalizando 54 vagas renovadas e alterando de forma profunda a correlação de forças no Senado.[1][6] Levantamento da Folhapress indica que ao menos 33 senadores devem tentar a reeleição, enquanto parte anuncia aposentadoria ou mudança de rota eleitoral.[6] Paralelamente, governadores em fim de mandato e nomes de peso da política nacional já se movimentam para a “Casa Alta”, tratando a eleição senatorial como prioridade estratégica.[4][7]
O interesse não é casual. Cabe ao Senado aprovar indicações ao STF, ao Banco Central e a outros cargos-chave, além de processar e julgar presidentes da República e ministros do Supremo, inclusive em casos de impeachment.[1][4][6] Setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro veem nessa janela a chance de construir uma maioria capaz de pressionar ou até abrir processos contra ministros da Corte, tendo Alexandre de Moraes como alvo preferencial, por seu protagonismo em investigações e condenações ligadas ao bolsonarismo.[5][6] Do outro lado, o governo Lula tenta eleger o maior número possível de aliados para neutralizar essa ofensiva e garantir base mínima para aprovar indicações e pautas econômicas.[4]
## ANÁLISE
A disputa por “governabilidade” e por um possível “impeachment de Moraes” passa, antes de tudo, pela matemática do plenário do Senado. Uma maioria organizada em torno de pautas anti-STF pode transformar a Casa em polo permanente de tensão institucional, usando pedidos de impeachment como instrumento de pressão política.[5][6] Já uma maioria governista tende a reduzir o risco de confrontos abertos com o Judiciário, mas não elimina o debate sobre limites da atuação do Supremo e o equilíbrio entre Poderes. O resultado das urnas, portanto, dirá se o Senado funcionará como freio de arroubos autoritários ou como catalisador de confrontos com a Corte.
## CONCLUSÃO
A renovação de dois terços do Senado em 2026 transformou a eleição da Casa no prêmio mais cobiçado por governo e oposição.[1][4][6] Entre o discurso de “enfrentar ditadores de toga” e a promessa de estabilidade institucional, o eleitor decidirá que tipo de Senado emergirá em 2027. O desfecho pode abrir caminho para uma convivência mais previsível entre os Poderes – ou inaugurar um ciclo de choques frontais, com Alexandre de Moraes e o STF no epicentro da disputa.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
O Senado que sairá de 2026 será decisivo para **governabilidade** do próximo presidente e para qualquer tentativa de **impeachment de ministros do STF**, como Alexandre de Moraes.[1][6]
**1. Dados/estatísticas**
– Em 2026 serão renovadas **54 das 81 cadeiras** do Senado (dois terços).[1][6]
– Levantamento indica que **33 senadores** devem tentar reeleição; 4 tendem a se aposentar e 12 estão indefinidos.[6]
– Os eleitos tomam posse em **fevereiro de 2027**, com mandato de **8 anos**.[1][6]
**2. Perspectivas diferentes**
– Setores da **direita bolsonarista** veem 2026 como chance de formar maioria para enfrentar o STF e eventualmente abrir processos de impeachment contra ministros, com foco em Moraes.[4][5][6]
– O campo governista (Lula/PT) prioriza eleger uma bancada robusta para **blindar o STF**, garantir aprovação de indicados e sustentar a agenda do Executivo.[4]
**3. Próximos passos**
– Lançamento antecipado de candidaturas de governadores e figuras