## INTRODUÇÃO
Petróleo ou poder? Esses dois aspectos ficaram evidentes na fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao justificar o ataque ilegal à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro. “Para Trump, trata-se de petróleo. Mas, para Marco Rubio, a questão é muito mais a mudança de regime […] E não se trata apenas de Cuba e Venezuela; eles querem transformar toda a região”, explica o pesquisador Mark Weisbrot, em entrevista à Agência Pública. Sob a lógica da “Doutrina Donroe” – uma versão trumpista da Doutrina Monroe –, os EUA miram líderes não subservientes em toda a América Latina.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
Weisbrot, diretor do Center for Economic and Policy Research, avalia que Rubio, como secretário de Estado cubano-americano, defende interferências para destituir governos adversários e manter apenas os alinhados a Washington. Alvos prioritários incluem Cuba e Colômbia, cujo presidente foi ameaçado diretamente por Trump, mas Brasil e México também estão no radar. No México, Trump ofereceu ajuda militar contra cartéis de drogas à presidente Claudia Sheinbaum, que recusou, e prometeu “fazer algo” em entrevista à Fox News.[1][2][4]
Recentemente, os EUA interferiram na eleição hondurenha de fim de 2025, com Trump ameaçando punições se o candidato preferido não vencesse – ecoando o golpe de 2009 apoiado por Obama. Na Venezuela, Rubio convenceu Trump de que mudança de regime era o caminho para o petróleo, diferindo do interesse puramente econômico do presidente. Trump celebrou em Mar-a-Lago a operação militar de 3 de janeiro de 2026, prometendo dominância no “quintal americano” e alinhamento com projetos imperiais.[1][2][4]
Especialistas como Erick Langer, da Universidade de Georgetown, preveem que Trump influencie as eleições presidenciais brasileiras de 2026, vendo o Brasil como o único capaz de barrar os EUA na região. Lula é visto como não alinhado ao projeto geopolítico de Washington, que também confronta a influência chinesa.[5]
## ANÁLISE
Isso significa uma escalada de intervenções dos EUA na América Latina, combinando ganância por recursos como o petróleo venezuelano – maior reserva mundial – com controle político para excluir governos de centro-esquerda ou social-democratas. A “Doutrina Donroe” revive o intervencionismo da Guerra Fria, intensificando tensões diplomáticas, ameaçando soberanias e podendo gerar instabilidade regional, como pressões econômicas sobre Cuba via México ou influências eleitorais no Brasil.[1][2][3][4][5]
## CONCLUSÃO
Trump e Rubio visam subjugar a América Latina por óleo e obediência, de Venezuela a México e Brasil. Perspectivas incluem maior resistência regional e críticas internas nos EUA, mas o risco de conflitos cresce se a “Donroe” prevalecer, comprometendo a autodeterminação dos povos.[1][2][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas relevantes:** Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo; EUA exportam >800 milhões de barris/ano, sem escassez, mas Trump prioriza fósseis apesar de mudanças climáticas[1][2].
**Perspectivas diferentes:** Pesquisador Weisbrot vê Trump focado em lucro petrolífero e Rubio em mudanças de regime em Cuba, Venezuela, Colômbia, Brasil e México[1][2]. Especialista Langer (Georgetown) descreve Venezuela como “colônia econômica” EUA, com Delcy Rodríguez manipulável para extração por empresas como ExxonMobil[6]. Bloomberg nota perdas táticas para China/Rússia, mas ganhos estratégicos longos[5].
**Próximos passos esperados:** Pressão em Colômbia (alvo Trump), Cuba (Rubio), México (cortar óleo a Havana) e influência em eleições brasileiras; sanções e coerção para privatizar recursos venezuelanos[3][4][5][6][7].
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