## INTRODUÇÃO
As reservas de petróleo da Venezuela, estimadas em cerca de 300 bilhões de barris e consideradas as maiores do mundo, destacam-se não só pela escala, mas pela alta poluição gerada. Majoritariamente pesado e ácido, extraído da Faixa do Orinoco, esse “crude sujo” emite quantidades elevadas de metano —seis vezes acima da média global— e provoca derramamentos frequentes devido à infraestrutura degradada da estatal PDVSA.[1][2]
## DESENVOLVIMENTO
O petróleo venezuelano, comparável às areias betuminosas canadenses, possui alta concentração de carbono e enxofre, o que intensifica emissões durante extração e refino. A Agência Internacional de Energia aponta que a intensidade de metano nas operações é seis vezes superior à média mundial, agravada pela queima generalizada de gás natural e infraestruturas antigas e mal conservadas, elevando riscos de fugas e queimas.[1][2][4] Cada barril produzido libera mais do dobro da poluição climática média global, segundo a Rystad Energy.[1][2]
Relatórios indicam 199 derrames entre 2016 e 2021, com o número real provavelmente maior, pois a PDVSA parou de divulgar dados em 2016. A má gestão, sanções e falta de investimentos degradaram a indústria, antes uma das mais prósperas do mundo, poluindo solos, rios e afetando comunidades locais.[1][2][3]
A dependência de fósseis representa 90% do suprimento energético do país, com hidrelétricas complementando, mas sem avanços em renováveis ou metas ambientais efetivas, apesar do Acordo de Paris.[3]
## ANÁLISE
Isso significa um risco climático agravado: o metano, 80 vezes mais potente que o CO2 a curto prazo, acelera o aquecimento global, enquanto derrames causam danos irreversíveis a ecossistemas e saúde humana. A precariedade da PDVSA reflete colapso institucional, com corrupção e falta de transparência impedindo melhorias. Qualquer expansão da produção, como especulada em cenários geopolíticos, amplificaria esses impactos sem investimentos urgentes em tecnologia e manutenção.[1][2][3]
## CONCLUSÃO
O petróleo venezuelano polui mais e emite metano excessivo devido a seu perfil pesado e infraestrutura falha, gerando derrames crônicos. Sem reformas na PDVSA e governança, os efeitos climáticos e locais persistem, demandando pressão internacional por sustentabilidade.[1][2]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complementação de Informações
**Dados e Estatísticas:**
O petróleo venezuelano é **extrapesado e de alto teor de enxofre**, exigindo tecnologia avançada para extração[2]. A poluição climática por barril é **mais do dobro da média global**[1]. A intensidade de metano nas operações petrolíferas venezuelanas é **seis vezes superior à média global**, em grande parte devido à queima de gás natural[1]. O metano é **mais de 80 vezes mais potente que o dióxido de carbono a curto prazo**[1].
Quanto aos derramamentos, o Observatório Venezuelano de Direitos Humanos Ambientais contabilizou **199 derrames entre 2016 e 2021**, alertando que o número real é substancialmente superior[1]. A infraestrutura petrolífera venezuelana é antiga e mal conservada, aumentando riscos de fugas e derrames[1].
**Perspectivas Diferentes:**
Enquanto especialistas climáticos expressam preocupação com a exploração intensiva, a economia venezuelana cresceu 8,71% no terceiro trimestre de 2025, impulsionada