## INTRODUÇÃO
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiram não comparecer à cerimônia em defesa da democracia marcada para esta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, promovida pelo governo federal e pelo STF em memória dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.[1][2][3] A ausência repete um padrão de distanciamento do Legislativo em relação ao evento anual instituído pelo presidente Lula desde 2024, em meio a tensões políticas crescentes entre os poderes.[1][3][4]
## DESENVOLVIMENTO
Hugo Motta justificou sua ausência por compromissos pessoais, enquanto Alcolumbre estará em sua base eleitoral no Amapá, cumprindo agendas durante o recesso parlamentar.[1][2] Essa decisão segue o histórico de antecessores: Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, também não participou das edições de 2024 e 2025, e em 2024 apenas Rodrigo Pacheco (PSD), então no Senado, representou o Legislativo.[1][3][4] Diferentemente do Executivo e do STF, o Congresso não programou evento próprio para marcar a data em 2026.[1][3][5]
O contexto envolve desgaste institucional, agravado pela expectativa de veto de Lula a um projeto aprovado pelo Congresso que flexibiliza penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.[1][4][6] Parlamentares governistas, como Lindbergh Farias (PT-RJ) e Mário Heringer (PDT-MG), veem a ausência como sinal de falta de frente ampla contra o golpismo e estratégia para equilíbrio político, dado o apoio bolsonarista na eleição de Motta e Alcolumbre.[4][5] O evento contará com ministros e movimentos sociais, mas sem a cúpula legislativa.[2][6]
## ANÁLISE
A recusa reforça o racha entre Planalto e Congresso, sinalizando fragilidade na defesa coletiva da democracia em um momento sensível, com Lula pressionado por veto à “dosimetria” das penas golpistas.[1][4][6] Para a base governista, indica que os atos de 2023 não uniram a elite política, e os líderes buscam neutralidade para reeleições, mantendo laços com o centrão bolsonarista.[4][5] Isso pode esvaziar o simbolismo do ato e intensificar embates institucionais.[3]
## CONCLUSÃO
Em resumo, Motta e Alcolumbre ausentam-se de novo do ato pró-democracia, perpetuando tensões com o Executivo em torno do 8 de janeiro.[1][3] Perspectivas apontam para veto iminente de Lula e maior polarização, com o Legislativo priorizando agendas internas durante o recesso.[4][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
Os presidentes da Câmara, **Hugo Motta (Republicanos-PB)**, e do Senado, **Davi Alcolumbre (União-AP)**, ausentar-se-ão da cerimônia no Planalto em 8/1/2026, marcando 3 anos dos ataques golpistas de 2023, por compromissos pessoais (Motta) e agenda no Amapá (Alcolumbre)[1][2][4].
**Dados/estatísticas:** Histórico de ausências: em 2024, só Pacheco (Senado) compareceu; em 2025, apenas vice-presidente do Senado; em 2026, cúpula legislativa novamente ausente[2][4].
**Perspectivas diferentes:** Governo vê como desgaste e “iniciativa partidária em ano eleitoral”; oposição interpreta como recado contra veto de Lula ao PL que reduz penas dos condenados (aprovado em dez/2025); governistas lamentam falta de frente ampla antiditadura[1][3][5][7].
**Próximos passos:** Lula deve anunciar veto simbólico no ato (prazo até 12/1), com ministros e movimentos sociais (Povo Sem Medo, Brasil Popular)