## INTRODUÇÃO
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7/1) que é plenamente viável aprovar o fim da escala 6×1 – seis dias de trabalho por um de descanso – mesmo em 2026, ano eleitoral. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, ele classificou o modelo atual como “cruel”, especialmente para mulheres, e defendeu a mudança como prioridade do governo Lula, sem comprometer a economia.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
Marinho destacou que o calendário eleitoral pode ser uma oportunidade para acelerar a pauta, desde que haja mobilização social para pressionar deputados, senadores e empresários. “É plenamente possível dizer a toda a atividade econômica do Brasil que é possível acabar com a 6×1, mantendo as necessidades econômicas do país”, afirmou o ministro.[1][5]
A proposta inicial foca na redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, extinguindo a escala 6×1 por meio de negociações coletivas setoriais. Ele descartou saltos abruptos para 36 horas, como preveem projetos no Congresso – um no Senado (até 36 horas em cinco dias) e uma PEC na Câmara (36 horas em quatro dias) –, priorizando sustentabilidade econômica.[2][3][6]
Críticas à escala 6×1 acumulam-se há anos por seu desgaste, associado a mais acidentes e doenças laborais. Marinho reforçou que o país tem condições políticas para aprovar a medida antes das eleições de outubro, com apoio popular essencial.[4][5]
## ANÁLISE
Essa declaração sinaliza otimismo governista em pautas trabalhistas em contexto eleitoral, transformando o fim da 6×1 em bandeira para reeleição de Lula. Representa equilíbrio entre proteção ao trabalhador – melhor descanso e saúde – e viabilidade econômica, via redução gradual para 40 horas, acalmando empresários. No entanto, depende de articulação no Congresso e mobilização sindical, em meio a resistências setoriais.[2][3][6]
## CONCLUSÃO
Marinho vê o fim da 6×1 como factível em 2026, com impactos positivos na qualidade de vida e economia via maior consumo. Perspectivas incluem aprovação inicial de 40 horas e avanços em regulação de apps, impulsionados por pressão social e diálogo.[1][4][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas relevantes:** Cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros adotam a escala 6×1, especialmente em comércio, turismo e serviços; 33,5 milhões trabalham 41-44 horas semanais (RAIS 2023). Impactos incluem 27% com atestados médicos mensais, 75% com vida pessoal prejudicada, 87% entre comerciários, e maior risco de acidentes (12 das 20 ocupações mais afetadas).[1][2][5][6][8]
**Perspectivas diferentes:** Favorável (Marinho): viável aprovar fim em 2026, sem corte salarial, melhorando saúde e produtividade. Críticas: pode custar 16-18 milhões de empregos; empregadores enfrentam dificuldades de contratação.[4][7] Estudos destacam burnout (30%), fadiga e desigualdades (mulheres negras: 90% abaixo de 2 salários mínimos).[2][3][5][6]
**Próximos passos:** Governo coleta dados atualizados; debate avança no Congresso para substituição por escalas como 5×2 ou 4×3, com transição gradual.[4][7][8]
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