# Alexandre Garcia: Soberania relativa
## INTRODUÇÃO
O conceito de soberania voltou ao centro do debate político brasileiro com a captura de Nicolás Maduro na Venezuela e a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes pelo Supremo Tribunal Federal. O jornalista e comentarista Alexandre Garcia questiona o que realmente significa soberania em um mundo onde Estados enfrentam pressões internas e externas[1]. A nota do governo Lula classificando a prisão de Maduro como “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela” revive uma discussão histórica: afinal, de quem é a soberania — do Estado ou do povo?[1]
## DESENVOLVIMENTO
Garcia argumenta que em uma democracia autêntica, a soberania pertence ao povo, não ao Estado[1]. Quando um governo opressor sequestra essa soberania, impedindo liberdade de expressão e direito de escolha, o regime deixa de ser democrático[1]. Maduro, em sua visão, representava um “ditador típico de república bananeira” que suprimia direitos fundamentais[1].
O jornalista aponta uma contradição histórica brasileira: o país não defendeu a soberania da Guiana quando Maduro anexou Essequibo, nem protestou quando cercou Montevidéu[1]. Esses precedentes revelam que a soberania nacional, na prática, é sempre relativa[4]. Um país sem força militar dissuasória ou dependente comercial e diplomaticamente possui apenas uma “soberania relativa da saliva”, como afirma Garcia[1].
O caso venezuelano demonstra que riqueza natural não garante bem-estar sem democracia e liberdade[1]. A fraude eleitoral representa uma fraude contra a própria democracia[1].
## ANÁLISE
O conceito de “soberania relativa” desafia a noção tradicional de Estado absolutamente independente[2]. Na prática internacional contemporânea, toda soberania é relativa — condicionada por dependências comerciais, militares e diplomáticas[4]. Garcia sugere que defender soberania significa proteger a autodeterminação do povo, não a autonomia de regimes autoritários[1]. Isso reposiciona o debate: a questão não é se houve violação da soberania estatal de Maduro, mas se a captura serve à liberdade e autodeterminação do povo venezuelano[1].
## CONCLUSÃO
O debate sobre soberania relativa revela tensões fundamentais da política internacional contemporânea. Enquanto o Brasil invoca soberania nacional frente a pressões externas, García questiona se essa invocação protege realmente o povo ou apenas regimes opressores[1]. A Venezuela exemplifica que soberania sem democracia é apenas ilusão[1]. O desafio brasileiro é articular defesa da autonomia nacional com compromisso genuíno com direitos democráticos — tanto internamente quanto nas relações com vizinhos.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Alexandre Garcia: Soberania relativa** discute soberania popular versus estatal, evocada pela suposta captura de Maduro (bombardeio em Caracas por Trump, 3/1/2026, ~100 mortos) e Lei Magnitsky contra Moraes, contrastando nota do governo Lula que prioriza soberania estatal.[4][5][6]
**1. Dados/estatísticas:** Ataque EUA-Venezuela matou cerca de 100, com sequestro de Maduro e esposa, violando ordem jurídica internacional; bolsonaristas no Brasil veem “soberania relativa” ante possível interferência trumpista nas eleições.[4][5]
**2. Perspectivas diferentes:** Construtivistas veem soberania como negociada socialmente, não absoluta (realismo enfatiza competição territorial).[1] Lula/Gleisi condenam como atentado à soberania e golpismo; especialistas notam influência via narrativas, não tanques.[5] Críticos apontam decadência hegemônica EUA.[4]
**3. Próximos passos:** Reconfiguração chavista colegiada; Brasil reforça soberania sul-americana em ato 8/1/2026 no Planalto; possível reação estatal brasileir