## INTRODUÇÃO
O estoque da **Dívida Pública Federal (DPF)** fechou novembro de 2025 em **R$ 8,48 trilhões**, com alta de **2,75%** em relação a outubro, quando estava em R$ 8,25 trilhões. Esse crescimento reflete um aumento acumulado de **15,91%** no estoque de títulos da dívida da União, impulsionado por emissões líquidas de R$ 142,44 bilhões e apropriação de juros de R$ 74,5 bilhões, segundo o Relatório Mensal da Dívida do Tesouro Nacional.[2][5] Apesar do déficit primário de R$ 20,2 bilhões no Governo Central em novembro, o Tesouro afirma que o Brasil caminha firme para cumprir a meta fiscal de 2025.[1]
## DESENVOLVIMENTO
A dívida interna, que representa a maior fatia, subiu 2,73%, de R$ 7,95 trilhões para R$ 8,16 trilhões, devido às emissões e juros acumulados. O Tesouro Nacional, responsável pela gestão, emitiu títulos no mercado interno e externo para financiar déficits fiscais recorrentes, com investidores absorvendo a oferta em um contexto de gastos elevados em previdência, pessoal e benefícios sociais.[1][2]
No acumulado de janeiro a novembro, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 83,8 bilhões, pior que os R$ 67 bilhões de 2024, pressionado por despesas reais 3,4% maiores, como R$ 36,4 bilhões a mais em benefícios previdenciários e R$ 13 bilhões em pessoal.[1] O setor público consolidado teve déficit de R$ 14,4 bilhões em novembro, elevando a dívida bruta a 79% do PIB (cerca de R$ 10 trilhões).[3][4]
Dados do Banco Central indicam que a dívida líquida do setor público (DLSP) alcançou 65,2% do PIB (R$ 8,2 trilhões), com impactos de emissões nominais e crescimento do PIB nominal.[3]
## ANÁLISE
Esse expansão da DPF sinaliza pressões fiscais crescentes, com déficits elevando custos de juros e limitando investimentos em áreas prioritárias como saúde e educação. Em um cenário de dívida a 79% do PIB, o Brasil enfrenta riscos de maior endividamento se os déficits persistirem, embora o governo destaque compatibilidade com metas fiscais. Investidores monitoram a trajetória para evitar perda de confiança e alta nos juros.[1][2][3]
## CONCLUSÃO
O estoque da DPF em R$ 8,48 trilhões reforça a necessidade de controle de gastos para 2026. Perspectivas incluem cumprimento da meta fiscal de 2025, mas desafios persistem com déficits acumulados. O Tesouro deve priorizar emissões sustentáveis para equilibrar contas.[1][2]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complementações sobre a Dívida Pública Federal
**Composição e crescimento**: O aumento de R$ 8,25 trilhões (outubro) para R$ 8,48 trilhões (novembro) deveu-se à **apropriação de juros de R$ 74,5 bilhões e emissões líquidas de R$ 142,44 bilhões**[2]. A dívida interna subiu 2,73% no período[2].
**Contexto fiscal mais amplo**: A dívida bruta do governo geral atingiu **79% do PIB em novembro** (R$ 10 trilhões)[3], enquanto a dívida líquida do setor público consolidado alcançou 65,2% do PIB[3]. Simultaneamente, o setor público registrou déficit primário de R$ 14,4 bilhões em novembro[3].
**Pressões estruturais**: No acumulado de janeiro a novembro, as despesas cresceram R$ 71,9 bilhões, impulsionadas principalmente por benefícios previdenciários (+R$ 36,4 bilhões), pessoal e encargos sociais (+R$ 13 bilh