## INTRODUÇÃO
Em 2025, movimentos populares do campo e da cidade intensificaram mobilizações nas ruas e redes sociais, unificando pautas como o fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho e isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, pressionando o governo Lula a enfrentar um Congresso hostil e elites políticas.[1][2] Com 1,5 milhão de votos no Plebiscito Popular entregues ao presidente em outubro, essas ações marcaram vitórias concretas, como a derrubada de PECs conservadoras, e reacenderam a disputa por uma agenda social progressista em meio a tensões crescentes.[3]
## DESENVOLVIMENTO
Desde o início do governo Lula em 2023, a relação com o Congresso tem sido marcada por embates, com resistência a reformas trabalhistas e tributárias progressistas.[1][2] Em 2025, Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, junto a centrais como a CUT e MST, organizaram o Plebiscito Popular desde julho, coletando demandas em ruas, praças e universidades por justiça tributária – isenção até R$ 5 mil e taxação acima de R$ 50 mil – e fim da escala 6×1.[1][2] Lula recebeu o resultado parcial em 1º de outubro, elogiando a iniciativa como “novidade importante para a luta social”, enquanto líderes como Igor Felippe a chamaram de “principal iniciativa das forças populares”.[1][2]
Manifestações chave, como a de 21 de setembro, alteraram a correlação de forças no Congresso, derrubando projetos conservadores, e a marcha de mulheres contra a 6×1 no dia 30 de setembro reforçaram a pressão.[1][3] Em 7 de setembro, atos pelo “Povo Independente é Povo Soberano” uniram PT, centrais e movimentos contra ameaças à soberania, ampliando o alcance urbano e rural.[4] Essas ações ocorreram em contexto de informalidade, uberização e crise habitacional, desafiando a base social dos movimentos.[3]
## ANÁLISE
Essas mobilizações significam um reposicionamento do governo Lula, forçado a “encarnar bandeiras” populares para contrabalançar o centrão e elites econômicas, fortalecendo pautas sociais contra um Legislativo hostil.[1][2][3] A unificação de demandas demonstra capacidade de influência direta da sociedade, mas revela limites estruturais, como desigualdades capitalistas que persistem apesar das vitórias pontuais.[3] O impacto polariza o cenário, beneficiando a agenda progressista, mas intensificando conflitos para 2026.[5]
## CONCLUSÃO
Movimentos populares unificados entregaram vitórias em 2025, empurrando Lula contra elites e Congresso.[1][3] Perspectivas incluem agenda social mais forte, mas com riscos de maior polarização e avanço do centrão se a mobilização arrefecer.[4][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas:** Acampamento Terra Livre reuniu >10 mil em Brasília (abril)[1]; manifestações de 21/09 atraíram centenas de milhares, derrotando PEC da Blindagem e PL da Anistia[1][6]; Marcha das Mulheres Negras levou >100 mil[1]; 36 protestos em 33 cidades em 7/09[5]; 65 mil famílias acampadas aguardam assentamento[2][3]; letalidade policial subiu 188% (2013-2023)[2].
**Perspectivas diferentes:** Movimentos celebram vitórias contra Congresso hostil e unificação de pautas (reforma agrária, taxação ricos)[1][7]; governo destaca consolidação de participação social via ASPAD, mapeando >2 mil organizações[4]. Críticos apontam ofensiva da extrema-direita no Parlamento[2].
**Próximos passos:** Em 2026, jornadas por reforma agrária (assentamento 65 mil famílias), Política Nacional de Cuidados, contra violência policial e negacionismo climático rumo à COP30 (Cúpula dos Povos)[2][3]. Marcha das Mulheres Ne