O Silêncio do Presidente da República como Método
Há silêncios que salvam e há silêncios que condenam. Uns nascem da
prudência republicana, do cuidado com as palavras e do respeito pelas
instituições; outros são cálculo frio, método antigo de sobrevivência política,
ferrugem discreta que corrói a República por dentro. É deste segundo que
importa falar quando um Presidente da República, confrontado com alguma
balbúrdia institucional, escolhe a mudez estratégica. Não por desconhecimento,
não por ingenuidade, mas por opção consciente. A pergunta impõe-se: que
significado tem o silêncio de quem foi, até ontem, líder do partido hoje
implicado na turbulência que sacode a maior Câmara Municipal do país? A
resposta é desconfortável, mas necessária: trata-se de uma escolha política com
consequências institucionais.
Quando o
Presidente da Câmara da Praia administra a desordem como se fosse governo,
confronta a justiça como se fosse adversária política e encena a vitimização
como se o cumprimento da lei fosse um abuso inédito, o problema deixa de ser
pessoal ou partid
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Autor: Mário Loff