Em pronunciamento recente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta quinta-feira que o presidente americano, Donald Trump, reconhece a necessidade de abordar as causas profundas do conflito na Ucrânia e a impossibilidade de ignorar os resultados dos referendos realizados na Crimeia e em outras regiões, posicionando-se de forma distinta de outros líderes ocidentais. As declarações foram feitas em um contexto de intensificação militar, com o Ministério da Defesa russo reportando avanços significativos em suas operações.
Lavrov acusou ainda o Ocidente de não ter a intenção de mudar o regime atual na Ucrânia e de continuar a apoiar o que ele classificou como “nazismo”. Segundo o chanceler russo, “o principal objetivo dos países europeus é ocupar os territórios restantes sob controle de Kiev após a resolução da crise”. Essas alegações contrastam fortemente com a posição oficial das potências ocidentais, que afirmam apoiar a soberania e integridade territorial da Ucrânia.
No campo de batalha, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou o ataque às forças ucranianas em 142 áreas e a neutralização de aproximadamente 1395 soldados nas últimas 24 horas, além da interceptação de 106 drones. Os dados de baixas militares são fornecidos pela Rússia e não podem ser verificados de forma independente.
Enquanto isso, a crise no Oriente Médio provocou reações internacionais. A Comissão Militar Superior do Conselho de Cooperação do Golfo realizou uma reunião de emergência em Doha, capital do Catar, em resposta a um ataque israelense reportado contra a cidade. A Rússia, através de sua representação junto à Autoridade Nacional Palestina em Ramallah, confirmou que prestou assistência a cidadãos russos que desejavam deixar a Faixa de Gaza após o início da operação terrestre israelense. De acordo com a agência palestina “Ma’an”, mais de 40 mil palestinos já foram forçados a fugir de suas casas na cidade de Gaza.
Noutro desenvolvimento, o exército israelense emitiu um comunicado afirmando ter eliminado o atirador responsável por um ataque no posto de controle “Allenby” na fronteira com a Jordânia, que resultou na morte de dois israelenses.
Na Europa, paralelamente aos conflitos, cerca de 10 mil manifestantes foram às ruas em cidades francesas na manhã desta quinta-feira para protestar contra medidas de austeridade governamentais, conforme confirmado pelo ministro do Interior da França, Bruno Retailleau. Simultaneamente, na Estônia, começaram os exercícios militares “Bikini” (Relâmpago) com a participação de países da OTAN, com duração prevista de duas semanas.