## INTRODUÇÃO
Os BRICS estão tramando um golpe silencioso contra o petrodólar, a engrenagem que sustenta a hegemonia financeira dos EUA desde os anos 1970, forçando produtores de petróleo a venderem em dólares e reciclar petrodólares em títulos do Tesouro americano. Com mais de 90 nações interessadas, o bloco acelera a desdolarização via comércio em moedas locais, sistemas como BRICS Pay e uma nova “Unidade” lastreada em ouro e blockchain, desafiando o dólar e prometendo um mundo multipolar.[1][2][4][5]
## DESENVOLVIMENTO
Desde os acordos dos anos 1970, o petrodólar garante demanda constante pelo dólar, financiando a dívida dos EUA enquanto países como Arábia Saudita e OPEP negociam petróleo exclusivamente nessa moeda. Os BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – romperam isso: China compra óleo venezuelano em yuanes para driblar sanções americanas, enquanto Índia e Rússia dobraram o comércio em rúpias e rublo. Na cúpula de Kazan em 2024, debateram a “Unidade”, uma moeda de reserva alternativa via blockchain, e expandiram o BRICS Pay para 50-180 países, permitindo pagamentos sem dólares via QR codes ou cartões Visa/Mastercard.[1][2][3][4][5][6]
Venezuela, com as maiores reservas de petróleo, alinha-se aos BRICS, vendendo para China em moedas não-dólar, enquanto Rússia e Irã impulsionam acordos bilaterais pós-congelamento de ativos no SWIFT. O New Development Bank financia projetos em moedas locais, e o plano 2026 inclui empréstimos sem dólar, integração de cadeias de suprimentos Ásia-África-América Latina e energia fora do petrodólar. Trump ameaça aranceles de 100% contra adeptos.[3][4][5][7][10]
## ANÁLISE
Isso significa o fim gradual da “máquina de reciclagem” petrodólar, que canaliza trilhões para financiar déficits americanos, enfraquecendo a influência dos EUA e criando um sistema multipolar. Sem ruptura explosiva, mas com opções paralelas ao SWIFT, os BRICS reduzem vulnerabilidade a sanções, elevam eficiência transfronteiriça e atraem o Sul Global, pressionando o dólar como reserva global.[1][2][3][5]
## CONCLUSÃO
Os BRICS pavimentam um 2026 de desdolarização profunda, com BRICS Pay e “Unidade” obsoletos ao petrodólar. Perspectivas: equilíbrio econômico global, mas tensão com EUA; mais de 90 nações na fila indicam mudança irreversível.[3][4][10]
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## ANÁLISE COMPLEMENTAR
Os **BRICS** podem desferir um **choque estrutural** no sistema petrodólar via **desdolarização**, reduzindo compras de Treasuries dos EUA (países BRICS cortaram exposição desde meados de 2025, enquanto Japão elevou para US$ 1,2 tri)[3], e criando alternativas como **BRICS Pay** (lançamento em 2026, interconectando CBDCs de China, Rússia, Índia, Brasil e África do Sul, alternativa ao SWIFT; potencial migração de 15% do comércio global até 2030)[1].
**Dados/estatísticas**: Banco BRICS mira 30% da carteira em moedas locais até 2026[8]; Rússia usa rublo digital em transações de energia com China/Índia[1].
**Perspectivas diferentes**: Otimistas veem multipolaridade equitativa e soberania financeira[1][5]; céticos apontam desafios como falta de padronização, resistência da Índia/Arábia Saudita e cautela estratégica (não ruptura abrupta)[1][3].
**Próximos passos**: Brasil preside BRICS em 2026, harmonizando sistemas e acele