## INTRODUÇÃO
O Irã mergulha em uma crise profunda com protestos massivos iniciados em 28 de dezembro de 2025, que já resultaram em pelo menos 5 mil mortos e mais de 24 mil prisões, segundo um funcionário do regime e grupos de direitos humanos como a HRANA.[1][3][5] As manifestações, que eclodiram em meio a uma grave crise econômica e insatisfação generalizada, se intensificaram em regiões curdas e espalharam-se por todas as 31 províncias, com forças de segurança usando munição real contra multidões.[2][3] O Supremo Líder Ali Khamenei prometeu “quebrar a espinha dorsal” dos revoltosos, enquanto o regime culpa inimigos estrangeiros como Israel.[1]
## DESENVOLVIMENTO
Os protestos começaram no final de dezembro de 2025, impulsionados por problemas socioeconômicos profundos, injustiça econômica e demandas por liberdade e justiça, com slogans ecoando em 187 cidades.[1][2] Organizações como HRANA e Hengaw relatam números variados: de 2.003 a 3.308 mortos confirmados, mais 4.382 casos sob análise, incluindo 500 agentes de segurança, crianças e civis inocentes; em Teerã e Shiraz, hospitais estão sobrecarregados com feridos por bala.[2][3][4] Milhares foram detidos em uma repressão violenta, agravada por apagões de internet e confrontos intensos nas áreas curdas do noroeste, onde separatistas atuam.[1][3]
O regime teocrático, estabelecido pela Revolução Islâmica de 1979, é liderado pelo Supremo Líder Ali Khamenei e pelo presidente Ebrahim Raisi, com forças de segurança reprimindo manifestantes que pedem mudanças radicais, inclusive o retorno de figuras como Reza Pahlavi.[2] Khamenei, em discurso televisionado, ameaçou punir os “criminosos domésticos” sem perdoá-los, enquanto o ritmo dos atos diminuiu recentemente, com apenas uma manifestação registrada na quinta-feira.[1]
## ANÁLISE
Essa crise expõe as fragilidades do regime teocrático iraniano, marcado por restrições políticas e sociais desde 1979, agora sob pressão de insatisfações econômicas e demandas por governança democrática.[2] A repressão brutal, com milhares de mortes e prisões, pode isolar ainda mais o Irã internacionalmente, ampliando sanções e críticas de direitos humanos, enquanto acusa potências estrangeiras de interferência.[1][3] Se os protestos persistirem, há risco de instabilidade interna maior ou reformas forçadas, dependendo da coesão das forças de segurança.[2]
## CONCLUSÃO
Os protestos no Irã somam pelo menos 5 mil mortos e 24 mil prisões em uma repressão feroz contra insatisfação acumulada.[1][3] Perspectivas incluem enfraquecimento do regime se a mobilização crescer ou estabilização via repressão, com pressão global potencialmente intensificando sanções.[2] O futuro depende da resposta de Khamenei e da resiliência dos manifestantes.[1]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Regime político do Irã:** República Islâmica teocrática desde 1979, liderada pelo **Guia Supremo Ali Khamenei**, com leis repressivas baseadas no xiismo, afetando especialmente mulheres. Presidente eleito, mas poder concentrado nos aiatolás.[2]
**Motivações dos protestos:** Iniciados em 28/12/2025 por crise econômica e custo de vida; evoluíram para demandas pelo fim do regime, com repressão violenta (tiros na cabeça, metralhadoras).[1][2][4]
**Dados/estatísticas:** ~5.000 mortos (fonte governamental e HRANA); 24.000 presos. Outras estimativas: 3.428 (IHR), 12.000 (Iran International), 2.500+ (Euronews).[1][2][5]
**Perspectivas diferentes:** Governo nega repressão, culpa manifestantes, EUA e Israel por infiltração; Khamenei manda “quebrar costas dos insurgentes”. Oposição e ONGs denunciam brutalidade; Trump ameaça ataque.[1][2]
**Próximos passos esperados:** Repressão contínua e firme; tensão EUA-Ir