## INTRODUÇÃO
A Dinamarca autorizou o uso de força militar para defender a Groenlândia contra uma possível investida dos Estados Unidos, em meio a ameaças renovadas do presidente Donald Trump de anexar o território autônomo. A partir de 14 de janeiro de 2026, Copenhague anunciou o reforço imediato de tropas e exercícios na ilha, em coordenação com aliados da Otan como Suécia, Alemanha, França e Noruega, sinalizando uma crise inédita dentro da aliança atlântica.[1][2][5]
## DESENVOLVIMENTO
A tensão escalou após Trump reiterar que os EUA “precisam da Groenlândia” e questionar a capacidade dinamarquesa de protegê-la contra China e Rússia, levando a um encontro sem acordo entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e o vice-presidente JD Vance em Washington. Aviões da Força Aérea Real Dinamarquesa já pousaram em Nuuk com tropas e equipamentos, preparando logística para mais contingentes, enquanto o ministro da Defesa Troels Lund Poulsen prometeu maior presença da Otan no Ártico.[1][2][3]
Países europeus responderam rapidamente: Suécia, Alemanha, Noruega e França enviaram equipes de reconhecimento e militares para exercícios conjuntos, descritos como “sinal político forte” contra as pretensões americanas. O governo da Groenlândia confirmou a colaboração, e a premiê dinamarquesa Mette Frederiksen alertou para uma “encruzilhada” que poderia romper a aliança ocidental se os EUA violarem um aliado.[3][4][5]
Historicamente, os EUA mantêm interesse na Groenlândia desde a Segunda Guerra, com base em Pituffik, mas o atual simbolismo reflete competição no Ártico por recursos e rotas estratégicas.[1][2]
## ANÁLISE
Essa medida expõe fissuras na Otan, com aliados europeus demonstrando solidariedade à Dinamarca contra um membro fundador, comprometendo a coesão em meio à rivalidade ártico-russa e chinesa. Pode forçar diálogos sobre soberania, mas arrisca escalada se Trump insistir, testando o artigo 5 da aliança e redefinindo dinâmicas de poder no Norte Global.[1][4][5]
## CONCLUSÃO
A Dinamarca reforça defesas na Groenlândia com apoio otânico, enquanto tensões com os EUA persistem sem consenso imediato. Perspectivas incluem mais exercícios e negociações via grupo de trabalho, mas o risco de ruptura na Otan cresce se as ameaças se concretizarem.[3][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
A Dinamarca reforçou sua presença militar na Groenlândia em resposta às ameaças de Donald Trump de anexar o território aos EUA[1]. O anúncio foi feito em 14 de janeiro de 2026, coordenado com aliados da OTAN[1].
**Ações implementadas:**
França, Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram o envio de tropas à ilha[4]. A Dinamarca já começou a deslocar equipamentos militares e soldados, com exercícios navais e aéros previstos para as próximas semanas[1].
**Perspectivas diferentes:**
Enquanto Trump argumenta que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica no Ártico[3], o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, reafirmou preferência pela Dinamarca[2]. As autoridades dinamarquesas enfatizam que o reforço visa fortalecer a defesa regional do Ártico, área de crescente interesse geopolítico[3].
**Próximos passos:**
Representantes da Dinamarca e Groenlândia se reuniram com o vice-