## INTRODUÇÃO
Por José Reinaldo Carvalho – O ano de 2025 foi um período de intensificação de lutas políticas em meio à exacerbação das contradições do sistema internacional, evidenciando, de um lado, a tentativa de hegemonia imperialista liderada pelo segundo mandato de Donald Trump nos Estados Unidos e, de outro, os esforços de potências como China e Rússia para construir um mundo multipolar. O retorno de Trump à Casa Branca provocou um “terremoto” global, com aranceles radicais que alteraram o comércio mundial, redução drástica da imigridade e intervenções militares no Caribe contra Nicolás Maduro, acusado de liderar o “Cartel dos Sóis”.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
O segundo mandato de Trump, iniciado em janeiro de 2025, impôs uma agenda “America First” por decretos, incluindo um plano radical de aranceles que afetou aliados e adversários, além de redadas em massa contra migrantes ilegais e o uso de ameaças econômicas em conflitos globais. Ele organizou reuniões com Zelensky e Putin para negociações na Ucrânia, onde Moscou intensificou ataques e Kiev rejeitou um plano de paz de 28 pontos proposto pelos EUA, enquanto Trump pressionou Maduro com presença militar no Caribe desde agosto, resultando em dezenas de mortes e uma recompensa de 50 milhões de dólares por sua captura.[1][2][3]
Essas ações aprofundaram a fragmentação do ordem internacional, com China e Rússia desafiando a hegemonia americana na Ásia, Europa e Oriente Médio. Analistas destacam o enfraquecimento do multilateralismo, o aumento de confrontações geopolíticas e o uso de poder militar, econômico e tecnológico como ferramentas de pressão, refletindo a crise do unipolarismo pós-Guerra Fria.[2][4]
Outros eventos, como o alto ao fogo em Gaza, a eleição de um novo Papa após a morte de Francisco e tensões em regiões como Síria e Filipinas, reforçaram a volatilidade, com Rússia como fio condutor em múltiplos fronts.[1][5]
## ANÁLISE
Esse choque revela o declínio da hegemonia imperialista dos EUA, incapaz de conter o avanço multipolar liderado por China e Rússia, que formam laços mais estreitos contra pressões americanas. A imprevisibilidade de Trump – entre confrontos e negociações heterodoxas – acelera a reconfiguração de alianças, debilitando o multilateralismo e elevando riscos de escaladas em Ucrânia, Oriente Médio e Caribe. Significa um mundo mais fragmentado, onde potências emergentes disputam influência regional.[2][4]
## CONCLUSÃO
2025 intensificou contradições globais, com Trump expondo fragilidades do imperialismo ante a multipolaridade. Para 2026, persistem incertezas: cessar-fogos sem paz em Ucrânia e Síria, tensões comerciais e potenciais explosões em Ásia ou Oriente Médio demandam vigilância.[2][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
# 2025: Dinâmicas Geopolíticas e Crises Internas
**2025 consolidou-se como um ano de intensas convulsões políticas globais e crises institucionais**, marcado pela reconfiguração das relações de poder internacionais e instabilidades domésticas significativas.
## Contexto Global
A conjuntura internacional evidenciou **o surgimento de novas dinâmicas de poder**, com a ascensão de lideranças populistas e neopopulistas que contornam mecanismos tradicionais de lobby e pressão política[3]. Os principais focos de tensão incluem o permanente conflito no Oriente Médio, a crescente tensão no Mar da China e conflitos interétnicos na Ásia Central[3].
## Caso Espanhol
Na Espanha, **o governo de Pedro Sánchez enfrentou pressões simultâneas**: investigações judiciais contra figuras socialistas (José Luis Ábalos, Koldo García), acusações de assédio sexual interno no PSOE, e a destituição do fiscal-geral do Estado[1][2]. Estes episódios fragilizaram a coligação parlamentar, com aliados exigindo respostas