## INTRODUÇÃO
O ano de 2025 encerrou com preços do algodão em queda no mercado brasileiro, pressionados por uma produção recorde histórica e consumo interno fraco, mas as exportações robustas equilibraram o setor. O Brasil, terceiro maior produtor e principal exportador mundial, colheu cerca de 3,91 milhões de toneladas de pluma na safra 2024/25, um aumento de 5,7%, com o Centro-Oeste respondendo por 72% do volume, liderado por Mato Grosso e Bahia.[1][4] Apesar da desvalorização internacional, as vendas externas cresceram em volume (+10,4% de janeiro a maio), sustentando produtores em um ano desafiador.[1]
## DESENVOLVIMENTO
A safra 2025 marcou recordes em grãos, com o algodão herbáceo em caroço atingindo 9,9 milhões de toneladas (+11,4% ante 2024) e pluma em níveis históricos, impulsionados por expansão de área para mais de 2 milhões de hectares (+3,5%).[2][3][4][7] Mato Grosso consolidou liderança, produzindo 2,87 milhões de toneladas em pluma (71% do nacional), enquanto o Nordeste viu exportações regionais subirem +28,4% em volume e +8,6% em valor.[1][6] No mercado interno, preços caíram a partir de março devido à oferta excedente e juros elevados, com consumo discreto apesar de recuperação parcial; globalmente, oferta superou demanda na safra 2024/25.[1]
Exportações foram o destaque, com o Brasil mantendo 30,7% das importações mundiais e destinos como Vietnã, Turquia e China absorvendo volumes crescentes, totalizando quase R$ 3 bilhões até agosto.[4] O Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou R$ 36,6 bilhões, refletindo competitividade apesar de pressões.[4]
## ANÁLISE
A queda nos preços domésticos pressiona a renda dos produtores, especialmente com consumo interno fraco e incertezas geopolíticas globais, mas exportações recordes mitigam impactos, incentivando investimentos em logística e sustentabilidade.[1][4] Isso reforça a posição brasileira no mercado mundial, onde qualidade e escala superam oscilações, embora exija cautela para safras futuras com possível reversão na oferta-demanda.[1]
## CONCLUSÃO
Em 2025, produção recorde e exportações fortes definiram o algodão brasileiro, equilibrando quedas de preço. Perspectivas para 2026 indicam crescimento modesto (+0,7% na produção), com foco em competitividade global e novos mercados.[1][4]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complemento de Informações
**Dados de Produção e Exportação:**
Brasil atingiu **recorde histórico de 9,8 a 9,9 milhões de toneladas** de algodão em caroço em 2025, com crescimento de 10,6% a 11,4% em relação a 2024[3][7]. A produção de pluma alcançou **3,91 milhões de toneladas**, com o Centro-Oeste respondendo por 72% da produção nacional[1].
**Desempenho Exportador:**
De janeiro a maio de 2025, as exportações cresceram **10,4% em volume**, mas apresentaram **queda de 4,7% em valor**[1]. O Brasil mantém liderança global com **30,7% das importações mundiais**, totalizando **US$ 5,2 bilhões em 2024**[4]. Mato Grosso consolidou sua posição com **71% da produção nacional**[6].
**Perspectivas Regionais:**
O Nordeste apresentou desempenho excepcional, com crescimento de **28,4% em volume e 8,6% em valor** nas exportações[1]. A estim