## INTRODUÇÃO
A **Federação Internacional de Jornalistas (FIJ)** registrou **128 mortes de jornalistas em 2025**, um aumento em relação aos 122 de 2024, denunciando um “ano mortal” marcado por violência e impunidade. No comunicado divulgado nesta quinta-feira, a organização lamentou a falta de proteção das autoridades e apelou a medidas drásticas, destacando nove mortes acidentais e dez mulheres entre as vítimas[1][2][3].
## DESENVOLVIMENTO
Desde 1990, a FIJ contabilizou **3.173 jornalistas mortos globalmente**, com média anual de 91, e nos últimos dez anos foram 876 casos. O secretário-geral **Anthony Bellanger** afirmou: “Os 128 jornalistas mortos num só ano não são apenas uma estatística, representam uma crise global”. Ele criticou ataques impunes por conta do exercício da profissão e defendeu que governos protejam profissionais, julguem responsáveis e promovam a liberdade de imprensa[1][3][4].
O **Médio Oriente e mundo árabe** lideram com 74 mortes, incluindo **56 na Palestina** (58% do total), no contexto da ofensiva israelita em Gaza; Iémen tem 13, Ucrânia 8, Sudão 6, Índia e Peru 4 cada, e Filipinas, México e Paquistão 3 cada. Na África, nove mortes, com Sudão como epicentro devido à guerra civil. Na Ucrânia, drones atacaram jornalistas deliberadamente. Bellanger pleiteia uma convenção da ONU para segurança global[1][2][3][4].
A lista final, publicada em 31 de dezembro, adicionou 17 casos à preliminar de 111, e registrou 533 presos, com China em destaque[2][5].
## ANÁLISE
Esse recorde de mortes sinaliza uma **crise global na liberdade de imprensa**, agravada por conflitos como Gaza, Ucrânia e Sudão, onde jornalistas são alvos intencionais. A impunidade fomenta o ódio à mídia, enfraquecendo democracias e informação pública. A pressão por uma convenção ONU pode impulsionar proteções, mas exige vontade política para romper o ciclo[1][2][3].
## CONCLUSÃO
Em 2025, 128 jornalistas pagaram com a vida pelo dever de informar. A FIJ urge ações imediatas contra impunidade. Perspectivas dependem de governos e ONU agirem em 2026 para salvaguardar a profissão[1][3].
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados relevantes:** Em 2025, **56 dos 128 jornalistas mortos** ocorreram na Palestina (58% do total no Médio Oriente/Árabe, com 74 vítimas); Iémen (13), Ucrânia (8), Sudão (6). Lista final atualizada de 111 preliminares, com 533 presos globalmente (China líder). Desde 1990: 3.173 mortes (média 91/ano; 876 nos últimos 10 anos).[1][2][3]
**Perspectivas diferentes:** FIJ denuncia impunidade e apela a convenção ONU para segurança jornalística. RSF confirma letalidade em Sudão (4 mortes no exercício, sequestros por RSF), destacando ódio aos jornalistas.[2][4][7]
**Próximos passos:** FIJ exige ações governamentais em 2026 para proteção, justiça e fim à impunidade; urge convenção ONU global.[1][3]
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