## INTRODUÇÃO
‘É uma bomba relógio’, ilustra analista ao explicar como pressão econômica e social ameaça explodir o regime iraniano. Desde 28 de dezembro de 2025, manifestações massivas eclodiram em todo o Irã, impulsionadas por inflação superior a 40% projetada para 2026, desvalorização histórica do rial e disparada nos preços de alimentos como óleo e frango, que sumiram das prateleiras.[1][2][3] Os protestos, os maiores desde 2022, evoluíram de queixas econômicas para gritos contra o governo, como “Nem Gaza, nem Líbano, minha vida pelo Irã”, acusando corrupção e prioridades externas em detrimento da população.[1]
## DESENVOLVIMENTO
Os atos iniciaram nos bazares de Teerã, com comerciantes fechando lojas no Grande Bazar contra o colapso do rial e fim de subsídios a dólares baratos pelo Banco Central, cujo presidente renunciou.[1][2][3] Espalharam-se por mais de 100 cidades, com paralisação de lojistas, apoio de estudantes e confrontos violentos; autoridades reportam 7 mortes, mas ativistas falam em até 734 ou 12 mil, incluindo execuções como a de Erfan Soltani.[2][5][6] O governo de Masoud Pezeshkian reconhece as demandas econômicas, ligadas a sanções ocidentais e guerra com Israel em junho de 2025, e oferece diálogo e auxílios de US$ 7 mensais, mas é visto como insuficiente.[2][3][4]
Analistas divergem: mídia ocidental vê levante popular contra autoritarismo e corrupção; o regime acusa EUA e Israel de “guerra híbrida” via milícias e separatistas.[1][4][5] Restrições à internet complicam relatos, mas a crise agrava desigualdades entre elite e povo.[2]
## ANÁLISE
Essa “bomba relógio” expõe contradições do regime: sanções, inflação global pós-pandemia e políticas externas drenam recursos, enquanto corrupção e repressão alimentam fúria.[1][4] Pode forçar reformas econômicas ou escalada repressiva, com risco de instabilidade regional; intervenção externa rejeitada pela população fortalece narrativa oficial, mas falhas internas minam legitimidade.[5] O maior teste à teocracia desde 1979.[1][3]
## CONCLUSÃO
Protestos econômicos viraram ameaça existencial ao regime, com mortes e repressão intensas.[6] Perspectivas: diálogo falho pode levar a mais violência ou concessões; sanções persistentes agravam tudo, mas população prioriza soberania sobre mudança externa.[4][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas:** Inflação acima de 40% em 2025; colapso do rial (taxa de câmbio dólar disparou); protestos desde 28/12/2025 em >100 cidades; >3.000 mortes (Hengaw); dezenas de feridos em Zahedan; greves em bazares de Teerã; cortes de internet/voos[1][2][3][4][8].
**Perspectivas diferentes:** Governo (Khamenei) culpa EUA/Israel/Trump e oposição (MKO, Pahlavi); manifestantes exigem fim do regime, “Morte ao ditador”, priorizando Irã sobre Gaza/Hezbollah; analistas veem crise econômica/corrupção como catalisador, com liderança externa (Pahlavi) prolongando atos vs. visão de “guerra híbrida” estrangeira[1][2][3][5][6][7].
**Próximos passos esperados:** Oposição externa convoca protestos (sexta-feira); escalada com repressão brutal ou negociações frágeis; possíveis 5 cenários: repressão, reformas, colapso regime, intervenção externa ou estagnação[2][3][9].