## INTRODUÇÃO
O Irã vive um dos momentos mais tensos desde a Revolução Islâmica de 1979, com protestos massivos contra a crise econômica que explodiram em dezembro de 2024, alimentados pela desvalorização recorde do rial – negociado a mais de 1,4 milhão por dólar – e inflação superior a 42%. O que começou como revolta pelo custo de vida evoluiu para desafios abertos ao regime teocrático de Ali Khamenei, resultando em repressão brutal: ONGs registram pelo menos 3.428 mortos, incluindo 3.379 manifestantes, e mais de 18 mil prisões, com relatos de massacres e execuções extrajudiciais.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
Os protestos iniciaram em 28 de dezembro de 2024, espalhando-se por todas as 31 províncias e cerca de 190 cidades, impulsionados pelo colapso econômico agravado por sanções internacionais e má gestão interna. Forças de segurança responderam com violência extrema, incluindo tiros em rendições e eliminações de feridos em hospitais, conforme testemunhas e fontes do Ministério da Saúde iraniano vazadas para ONGs como Iran Human Rights (IHR) e HRANA.[1][2][3] O regime impôs bloqueio total à internet, dificultando a contagem precisa de vítimas – estimativas de inteligência israelense chegam a 5 mil, enquanto fontes internas citadas pela CBS falam em até 20 mil mortos só nos dias 8 e 9 de janeiro.[2]
Sob liderança do presidente Ebrahim Raisi e do líder supremo Ali Khamenei, o governo prioriza “julgamentos rápidos” para presos, com uma execução marcada para esta quarta-feira (14) como alerta aos manifestantes. A TV estatal admitiu “muitos mártires”, mas acusa “inimigos estrangeiros”. A ONU expressou horror com as violações de direitos humanos, e o Conselho de Segurança debate a “situação explosiva”, enquanto Trump ameaça retaliação.[1][3][6]
## ANÁLISE
Essa crise sinaliza o risco de colapso político no Irã, superando em mortes os protestos de 2022 por Mahsa Amini em apenas duas semanas e evocando o caos de 1979. A repressão aprofunda o isolamento internacional, com críticas globais e sanções que agravam a inflação e desvalorização do rial, unindo conservadores e liberais contra os aiatolás. Sem lideranças opositoras claras, os atos expõem fragilidades do regime, podendo travar negociações nucleares e elevar tensões regionais.[2][3][5]
## CONCLUSÃO
Com mais de 3.400 mortos confirmados e milhares presos, o Irã caminha para instabilidade prolongada, com repressão que pode inflamar novas revoltas. Perspectivas incluem maior isolamento de Teerã e risco de conflitos, dependendo da resposta internacional e da resiliência dos manifestantes.[1][2][4]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
O Irã enfrenta uma **crise econômica sem precedentes** que desencadeou os maiores protestos desde 2009. A **desvalorização do rial** atingiu 1,4 milhão por dólar (contra 820 mil um ano antes), enquanto a **inflação oficial alcançou 42,2% em dezembro**[2][4], com alimentos disparando 72%[4].
## Dados-chave
– Moeda perdeu 40% do valor desde a guerra Irã-Israel[4]
– Preços subiram 52% em média em dezembro[2]
– Entre 51 e 646 mortos nos protestos (números divergem conforme fonte)[3][6]
– Manifestações registradas em 25 das 31 províncias iranianas[3]
– Descontentamento com o regime atinge 92%[2]
## Causas multifatoriais
Além dos problemas econômicos, analistas apontam **sanções internacionais restabelecidas em setembro de 2025**, **má gestão governamental**, **corrupção política** e **dependência do petróleo**[4]. Um analista destacou que o principal problema é **político, não econôm