## INTRODUÇÃO
A crise EUA-Irã explode em 2026 com protestos massivos no Irã, repressão violenta e ameaças diretas de Donald Trump, que promete “ajuda” aos manifestantes e tarifas de 25% a quem negociar com Teerã. Não se trata só de petróleo: o conflito ameaça os fluxos energéticos e rotas da Nova Rota da Seda, projeto vital para a China, transformando o Irã em nó estratégico da Eurásia. Um colapso do regime iraniano poderia desestabilizar o Oriente Médio e empurrar o mundo para um confronto nuclear inédito[1][4][6].
## DESENVOLVIMENTO
As tensões remontam à Revolução Iraniana de 1979, agravadas por sanções americanas, o acordo nuclear de 2015 rompido por Trump em 2018 e um ataque dos EUA às instalações nucleares iranianas em junho de 2025. Protestos eclodem desde dezembro de 2025 em mais de 180 municípios, impulsionados pela alta do custo de vida, com repressão brutal: relatos de 12 mil mortos, execuções como a de Erfan Soltani e apelos de Trump para que iranianos “sigam protestando”[1][2][6][7].
Atores chave incluem EUA e Israel, que buscam enfraquecer o regime; China e Rússia, atingidas por sanções secundárias e dependentes do Irã para rotas terrestres que diversificam riscos energéticos; e potências regionais como Arábia Saudita. Rússia condena “interferência subversiva” americana, alertando para “consequências desastrosas”, enquanto o Irã vira olhar para o Leste, fortalecendo laços com Pequim e Moscou[1][2][4][5].
## ANÁLISE
Uma queda do Irã compromete o coração da Nova Rota da Seda, reconfigurando o equilíbrio eurasiático em prejuízo da China e expondo gargalos logísticos. EUA visam mudança de regime via sanções e ataques pontuais, mas intervenção direta é improvável devido à capacidade militar iraniana, que poderia atingir bases americanas e infraestruturas energéticas, elevando preços globais do petróleo e inflação. Sem diplomacia, escalada regional é inevitável, com riscos nucleares existenciais[3][4][8].
## CONCLUSÃO
A crise transcende protestos internos: é disputa por controle energético e rotas estratégicas, com Irã como pivô entre potências. Perspectivas apontam repressão contínua, sanções intensas e tensão crescente, sem colapso iminente do regime, mas com alto custo humano e econômico global[3][4].
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Crise EUA–Irã: O gatilho nuclear do século: decisão estratégica**
A crise transcende petróleo, ameaçando a **Nova Rota da Seda** chinesa via controle iraniano de rotas energéticas e continentais. Protestos massivos desde 28/12/2025, em 31 províncias, mataram **>3.400** (ONGs: 3.428 até 12/01), impulsionados por economia fragilizada (inflação **42,2%**, rial -**40%** pós-sanções EUA e guerra Irã-Israel).[1][2][5]
**Perspectivas diferentes**: EUA/Trump ameaçam intervenção (“ajuda a caminho”, evacuação bases); Irã avisa bombardeio retaliatório e acusa pretexto para mudança de regime. Analista Lilaz prevê guerra iminente por urânio (400kg enriquecido); outro vê protestos reais, mas insuflados por EUA/Israel.[1][2][4][6]
**Próximos passos**: Trump recebe relatório militar (14/01); possível ataque iminente; protestos podem durar 1 mês, com risco de escalada nuclear ou colapso regime Khamenei.[