Brasília (DF), 15/01//2026 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, onde falou sobre a aprovação, pela União Europeia, do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu, entre outros assuntos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
## INTRODUÇÃO
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, minimizou nesta quinta-feira (15) o impacto de uma possível tarifa de 25% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra países que mantêm comércio com o Irã. Sem ordem executiva formalizada, Alckmin destacou o baixo volume de trocas comerciais entre Brasil e Irã, com superávit brasileiro de US$ 2,8 bilhões em 2025, e questionou a viabilidade da medida em mais de 70 nações.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
Alckmin falou em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, afirmando que o governo brasileiro aguarda publicação oficial de uma ordem executiva dos EUA para avaliar desdobramentos. “Não sabemos se esses 25% seriam para tudo ou apenas para alguns produtos, nem que tipo de comércio está envolvido. Ainda não existe ordem executiva”, declarou, enfatizando que a supertarifação seria difícil de aplicar globalmente, inclusive na Europa.[1][2][3]
O anúncio de Trump, feito na segunda-feira (12) via Truth Social, visa pressionar o regime iraniano em meio a protestos violentamente reprimidos, com cerca de 2 mil mortes. A medida prevê tarifa de 25% sobre transações comerciais com os EUA para nações que negociam com Teerã, mas sem detalhes sobre escopo. O Brasil, que exporta principalmente produtos agrícolas ao Irã, vê o tema sob análise do Itamaraty.[1][2][3][4]
Alckmin contextualizou o comércio bilateral como pequeno em relação ao total brasileiro, sem litígios diretos com os EUA, e reiterou otimismo em negociações comerciais paralelas, como o acordo Mercosul-UE, previsto para o segundo semestre.[4][5][6]
## ANÁLISE
A postura de Alckmin reflete cautela diplomática, priorizando fatos sobre especulações em um cenário de tensões EUA-Irã. Minimizar o impacto protege setores exportadores como agricultura, mas expõe vulnerabilidades a sanções secundárias, comuns na política externa americana. Sem ordem executiva, o Brasil ganha tempo para negociações bilaterais, evitando escalada em meio a acordos como Mercosul-UE.[1][2][3][4]
## CONCLUSÃO
Alckmin adota tom otimista, monitorando a situação sem pânico. Perspectivas incluem diálogo via Itamaraty e foco em diversificação comercial, com possível entrada de pacts como Mercosul-UE no segundo semestre, atenuando riscos.[1][4][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
Geraldo Alckmin minimizou o impacto de uma possível tarifa de 25% dos EUA sobre comércio com o Irã, destacando o **baixo volume** das trocas Brasil-Irã, que é **marginal** e favorável ao Brasil (Irã “no fim da fila” do comércio exterior brasileiro).[1][2][3]
**Dados/estatísticas:** Relação comercial limitada; Brasil exporta mais que importa do Irã, sem relevância significativa. Exportações brasileiras para EUA caíram 6,6% em 2025 devido a tarifas gerais de Trump.[2][1]
**Perspectivas diferentes:** Alckmin vê dificuldades práticas na aplicação global (atingiria >70 países, incluindo europeus como Alemanha); governo prioriza diálogo via Itamaraty para evitar tributação.[2][3] Críticos notam tensões EUA-Irã por protestos e sanções.[1]
**Próximos passos:** Aguardar **ordem executiva** dos EUA para avaliar produtos afetados e responder; negociações continuam para reduzir tarifas existentes (de 37% para 19% em produtos brasileiros).[3][4] Assinatura Mercosul-UE no sábado impulsion