## INTRODUÇÃO
Wellington César Lima e Silva assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta quinta-feira (15), em cerimônia no Palácio do Planalto, substituindo Ricardo Lewandowski, que pediu demissão por motivos pessoais após quase dois anos de gestão.[1][2][4] O novo ministro herda desafios cruciais, como dar continuidade à articulação da **PEC da Segurança**, que visa fortalecer políticas de segurança pública, e ao **PL Antifacção**, essencial para o combate a organizações criminosas, em meio ao aumento da violência e à pressão por resultados em ano eleitoral.[1][2]
## DESENVOLVIMENTO
Lima e Silva, procurador de Justiça aposentado da Bahia, advogado-geral da Petrobras e ex-secretário Especial para Assuntos Jurídicos da Presidência, retorna à pasta que ocupou brevemente em 2016 no governo Dilma Rousseff.[1][2][4][5][6] Considerado homem de confiança de Lula, com proximidade a figuras como Rui Costa e Jaques Wagner, ele toma posse com a missão de melhorar a imagem do governo na segurança pública, especialmente após operações como a do Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes nos Complexos da Penha e Alemão.[2] Lewandowski, ex-ministro do STF, priorizou o fortalecimento de políticas contra o crime organizado durante sua gestão iniciada em fevereiro de 2024.[1][6]
A articulação política no Congresso será chave para avançar as iniciativas estruturantes deixadas pelo antecessor, envolvendo parlamentares e órgãos de segurança.[2][5] Há debates sobre desmembrar o ministério em pastas separadas de Justiça e Segurança, mas Lula rejeita a ideia, dependendo da tramitação da PEC na Câmara.[2][5] Além disso, o novo ministro precisará equilibrar relações com governadores, responsáveis pela execução das políticas nos estados.[2]
## ANÁLISE
Essa transição significa continuidade em pautas sensíveis como a PEC da Segurança e o PL Antifacção, mas testa a capacidade de Lima e Silva de articular no Congresso e melhorar o desempenho federal na repressão ao crime organizado.[1][2] Em ano eleitoral, sucessos podem elevar a imagem do governo Lula na segurança, enquanto falhas agravarão críticas sobre violência e facções.[2] Sua expertise em direito penal e experiência prévia posicionam-no para enfrentar esses desafios, mas a pressão por resultados rápidos é intensa.[4][6]
## CONCLUSÃO
Wellington Lima e Silva herda de Lewandowski a missão de avançar PEC da Segurança e PL Antifacção para combater o crime.[1][2] Perspectivas incluem maior eficácia na segurança pública se houver articulação bem-sucedida no Congresso e com estados, fortalecendo o governo em 2026.[2]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Os desafios que o novo ministro da Justiça herda da gestão Lewandowski
**Wellington Lima e Silva assume com foco em segurança pública**, considerada um dos pontos mais sensíveis do governo federal em ano eleitoral[3]. A urgência ficou evidente após a operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortos nos Complexos da Penha e do Alemão[3].
**Agenda estruturante**: O novo ministro terá de dar continuidade à PEC da Segurança, atualmente na Câmara dos Deputados, e ao PL Antifacção[4]. Há possibilidade de reestruturação ministerial com recriação de uma pasta específica para segurança pública, dependendo da tramitação da PEC[4].
**Expectativas políticas**: Segundo interlocutores de Lula, Lima e Silva deverá assumir com “uma pegada forte” na área de segurança pública[2]. A Bancada do PT no Senado e Câmara celebrou sua escolha, reforçando a importância de aliar “competência técnica e comprometimento com o projeto de transformação social”[7].
**Diferencial do novo minist