## INTRODUÇÃO
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) contabilizou **128 profissionais de comunicação mortos em 2025 em todo o mundo**, num balanço que a organização classifica como “mais um ano mortal para os jornalistas”.[4] No comunicado em que divulga os números, a FIJ denuncia a “falta de vontade das autoridades para proteger os trabalhadores dos meios de comunicação” e apela a “medidas imediatas e drásticas para pôr fim ao ciclo de violência e impunidade”.[4] Para a organização, trata‑se de uma crise global de segurança para quem trabalha na linha da frente da informação.
## DESENVOLVIMENTO
Dos 128 jornalistas mortos em 2025, **56 perderam a vida na Palestina**, no contexto da ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza, o que faz do Médio Oriente e do mundo árabe a região mais letal para a profissão.[1][4] No total, a zona contabiliza 74 mortes, seguida do Iémen, com 13, e da Ucrânia, com oito vítimas ligadas à guerra no leste europeu.[1][4] O Sudão registou seis mortes, enquanto Índia e Peru somaram quatro cada, e Filipinas, México e Paquistão três cada um.[1]
A lista da FIJ inclui **nove mortes acidentais** e **dez mulheres entre as vítimas**, num balanço que representa um aumento face a 2024, ano em que foram registadas 122 mortes.[1][4] Desde 1990, quando iniciou a sua lista anual, a federação contabiliza **3.173 jornalistas mortos em todo o mundo**, uma média de 91 por ano.[3][4] Os dados incluem profissionais mortos em zonas de guerra, em contextos de violência política, criminal ou em circunstâncias ainda por esclarecer.
Para além dos assassinatos, a FIJ chama atenção para um ambiente de crescente hostilidade, documentando também centenas de jornalistas presos em diversos países e padrões de ataques com recurso a tecnologias militares, como drones, usados para atingir deliberadamente repórteres e veículos de imprensa em cenários de conflito.[3][4]
## ANÁLISE
Ao falar em “crise global”, o secretário‑geral da FIJ, Anthony Bellanger, sublinha que **os 128 mortos “não são apenas uma estatística”**, mas o resultado de um contexto em que jornalistas continuam a ser atacados com impunidade apenas por exercerem o seu trabalho.[4] A concentração de mortes em zonas de conflito armado expõe a vulnerabilidade extrema de repórteres em coberturas de guerra, mas o quadro mais amplo aponta para uma erosão da proteção institucional e jurídica à liberdade de imprensa. A insistência da FIJ numa convenção específica das Nações Unidas para garantir a segurança e a independência dos jornalistas reflete a perceção de que os mecanismos atuais são insuficientes para travar a escalada de violência.[4]
## CONCLUSÃO
O balanço da FIJ para 2025 confirma um **agravamento do risco de morte para jornalistas**, sobretudo em cenários de guerra e instabilidade política.[1][4] A organização volta a pressionar governos e instâncias internacionais a agir, exigindo responsabilização dos autores dos crimes e garantias efetivas de proteção no terreno.[4] Enquanto essas medidas não avançarem, a estatística de 128 mortos tende a manter‑se como símbolo de um jornalismo exercido sob ameaça constante.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
Em 2025, **128 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos**, incluindo **56 na Palestina** (58% do total), nove em circunstâncias acidentais e **10 mulheres**.[1][4] Este número supera as **122 mortes de 2024**.[1][4] Desde 1990, a FIP registra **3.173 jornalistas mortos**, média anual de 91, com 876 apenas na última década.[3][4]
Por regiões, o **Médio Oriente e mundo árabe** concentram 74 mortes, seguido do **Iémen (13)**, **Ucrânia (8)** e **Sudão (6)**; Índia e Peru tiveram quatro cada, e Filipinas, México e Paquistão três.[1][4]
Enquanto a FIP contabiliza todas as mortes ligadas ao trabalho jornalístico (incluindo acidentes), organizações como Repórteres sem Fronteiras tendem a focar em homicídios diretamente relacionados ao exercício da profissão, o que pode gerar números diferentes e debates metodológicos.[3][6]
Próximos passos esperados incluem:
– Pressão pela adoção de uma **co