Energia Solar: Tipos, Usos e Benefícios (2026)
A energia solar captura a radiação luminosa e térmica do Sol por meio de tecnologias variadas, atuando como fonte renovável essencial. Divide-se em sistemas passivos, que otimizam o uso natural da luz e calor em construções, e ativos, como painéis fotovoltaicos e coletores térmicos, que transformam a radiação em eletricidade ou calor utilizável.[1][2]
A Terra recebe cerca de 174 petawatts de radiação solar na atmosfera superior, com metade atingindo a superfície após reflexões e absorções. Essa quantidade supera amplamente o consumo global anual de energia, estimado em 633 exajoules em 2019. Regiões equatoriais oferecem maior insolação, variando de 150 a 300 watts por metro quadrado diário, impulsionando aplicações em diversos setores.[1]
Usos Térmicos
Tecnologias térmicas exploram o calor solar para aquecimento. Coletores planos aquecem água em residências, hotéis e indústrias, cobrindo até 70% da demanda doméstica em latitudes médias. No Brasil, China lidera com 309 gigawatts térmicos instalados. Outras aplicações incluem refrigeração de piscinas, ventilação via chaminés solares e tratamento de água por destilação ou desinfecção (SODIS), recomendada pela OMS para comunidades carentes.[1][2][4]
Usinas de concentração solar, como torres e calhas parabólicas, geram vapor para processos industriais ou eletricidade. Pioneiras datam de 1913 no Egito, com estações modernas no Chile usando sais fundidos para armazenamento, permitindo operação noturna por até 17,5 horas.[1]
Geração de Eletricidade
Fotovoltaica converte luz em corrente elétrica via efeito fotovoltaico. Em 2024, representou 7% da eletricidade global, com custo nivelado abaixo de US$ 37 por MWh, inferior a novas usinas a carvão ou gás. Painéis em telhados e usinas em escala gigawatt dobram capacidade a cada três anos, impulsionados pela China, que detém metade da produção mundial.[1][6]
Concentração solar (CSP) foca raios em pontos quentes para turbinas a vapor, ideal para armazenamento térmico. Projetos como Solana nos EUA oferecem seis horas de reserva.[1]
Arquitetura e Agricultura
Edifícios passivos orientam fachadas ao Sol, usam massa térmica para regular temperatura e sombreamento vegetal para conforto climático. Estufas e agrivoltaicos combinam cultivos com painéis, elevando produtividade em 10-20%.[1][3]
Transporte e Outros
Veículos solares, como carros de corrida (World Solar Challenge) e aviões (Solar Impulse), demonstram viabilidade. Barcos e balões solares cruzam oceanos. Em áreas remotas, bombas e luminárias autônomas suprem irrigação e iluminação pública.[1][2][9]
Armazenamento via baterias, sais fundidos ou hidrogênio garante suprimento contínuo. Tendências incluem arrays flutuantes em reservatórios, com 13 GW instalados em 2022, reduzindo evaporação e elevando eficiência.[1]
Economicamente, crises petrolíferas dos anos 1970 revitalizaram o setor. Hoje, incentivos como net metering e financiamentos BNDES no Brasil aceleram adoção, gerando 640 mil empregos em uma década e cortando emissões.[6][8]
A energia solar promove segurança energética, sustentabilidade e independência, com potencial para suprir um terço da demanda global até 2050, conforme a AIE.
Pontos-chave:
- A energia solar é uma fonte renovável com potencial para atender a demanda global de energia, dado que a radiação recebida pela Terra excede em muito o consumo humano, promovendo segurança energética e redução de emissões de carbono.
- A rápida redução de custos da tecnologia fotovoltaica e o crescimento da capacidade instalada indicam um futuro de maior adoção, especialmente em países em desenvolvimento com alta insolação, impactando positivamente a economia e o meio ambiente. No entanto, desafios como armazenamento e integração à rede elétrica ainda precisam ser superados.
Cronologia dos eventos:
- 1913 – Primeira usina de concentração solar no Egito;
- Século XIX – Descoberta do efeito fotovoltaico;
- Anos 2000 – Crescimento exponencial da capacidade instalada de energia solar;
- 2010s – China assume liderança na produção de painéis solares;
- 2024 – Energia fotovoltaica representa 7% da eletricidade global;
- 2026 – Projeções indicam continuidade no crescimento da adoção de energia solar com avanços em armazenamento.
Dados importantes:
- Radiação solar recebida pela Terra: 174 petawatts
- Consumo global anual de energia (2019): 633 exajoules
- Insolação em regiões equatoriais: 150-300 watts por metro quadrado diário
- Demanda doméstica de aquecimento coberta por coletores solares: 70%
- Capacidade térmica instalada na China: 309 gigawatts
Contexto histórico:
A utilização da energia solar remonta a séculos, com sistemas passivos sendo usados em civilizações antigas, como os gregos e romanos, para aquecimento de construções. O primeiro uso documentado de energia solar concentrada ocorreu em 1913, no Egito, com uma usina para bombeamento de água. Desde então, avanços tecnológicos, como o desenvolvimento do efeito fotovoltaico no século XIX e a popularização dos painéis solares nas últimas décadas, transformaram a energia solar em uma alternativa viável. A capacidade instalada global de energia solar cresceu exponencialmente desde os anos 2000, com a China emergindo como líder em produção e instalação na década de 2010. Comparado a 20 anos atrás, o custo da energia solar caiu drasticamente, tornando-a competitiva com fontes fósseis.