## INTRODUÇÃO
O Brasil encerra 2025 com uma política industrial mais estruturada, financiada e orientada para inovação, sustentabilidade e ampliação de exportações, em meio a um cenário internacional desafiador. A **Nova Indústria Brasil (NIB)** acelera a reindustrialização, com R$ 1,7 bilhão utilizados estimulando R$ 4,7 bilhões em investimentos privados para máquinas e equipamentos, além de recordes em comércio exterior de US$ 629,1 bilhões[1]. Programas como Mover fortalecem a cadeia automotiva, enquanto o eixo Mais Inovação contrata R$ 108 bilhões, com R$ 60 bilhões desembolsados[1][3].
## DESENVOLVIMENTO
Lançada como resposta à desindustrialização das últimas décadas, a NIB viabiliza R$ 3,4 trilhões em investimentos – R$ 1,2 trilhão do governo e R$ 2,2 trilhões do setor privado – em seis missões estratégicas: agroindústria, saúde, mobilidade verde, produtividade digital, descarbonização e defesa[2]. O crescimento industrial atingiu 3,1% em 2024, com a indústria de transformação em 3,7% – o dobro da média mundial –, e exportações recorde de US$ 189 bilhões[2]. Em 2025, o Plano Mais Produção financia R$ 643,3 bilhões para 406 mil projetos, e o BNDES amplia meta para R$ 300 bilhões até 2026, já com R$ 205 bilhões aplicados[1][3][5].
Finep e BNDES aprovaram R$ 14 bilhões para inovação em nove meses de 2025, totalizando R$ 57,7 bilhões desde 2023 em digitalização e tecnologias como IA[4]. O Brasil + Produtivo atendeu 67,5 mil PMEs, elevando produtividade em 28% e eficiência energética em 19%; Suframa aprovou 177 projetos com R$ 3,7 bilhões e 6 mil empregos[3]. Acordos com Singapura e EFTA, apesar de tarifas dos EUA, impulsionam exportações industriais[1][3].
Vice-presidente Geraldo Alckmin e presidentes de BNDES (Aloizio Mercadante) e Finep (Luiz Antonio Elias) destacam o salto do Brasil da 40ª para 25ª no ranking industrial global[1][2][4][5].
## ANÁLISE
A NIB significa a reconstrução da base produtiva brasileira, alinhada a tendências globais de inovação e sustentabilidade, como premiado pelo Nobel de Economia. Ela transforma dinheiro público em produtividade, empregos qualificados e competitividade, contrabalançando desafios geopolíticos e tarifas externas[1][4][6]. O foco em missões estratégicas posiciona o Brasil em cadeias globais de valor, mas exige continuidade para superar projeções modestas de 1,7% de crescimento industrial em 2025[8].
## CONCLUSÃO
Em 2025, a NIB consolida avanços com bilhões em investimentos, inovação recorde e exportações crescentes, revertendo desindustrialização[1][2][3]. Perspectivas incluem R$ 300 bilhões do BNDES até 2026 e novos mercados, sustentando crescimento econômico e soberania[5]. O Brasil emerge mais competitivo globalmente.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complementação de Informações
**Dados de Desempenho Industrial em 2025:**
A indústria brasileira encerrou 2025 com crescimento modesto de **0,6% a 0,9%** no acumulado anual[2][9], significativamente inferior aos 3,4% registrados em 2024[4]. A indústria de transformação apresentou apenas **+0,2%** nos dez primeiros meses, enquanto a indústria extrativa cresceu **4,7%**, impulsionada por petróleo, minério de ferro e gás natural[4].
**Desafios Estruturais:**
O setor mantém **defasagem de 12% em relação ao patamar anterior à crise de 2014-2016**[4] e está **14,8% abaixo do recorde de maio de 2011**[8]. A política monetária restritiva (taxa Selic em 15%), tarifas americanas desde agosto e aperto creditício limitaram investimentos[8].
**Perspectivas Positivas:**
Apesar dos desafios, foram criados **209.685 postos de trabalho** nos cinco primeiros meses, principalmente em alimentos, máqu