## INTRODUÇÃO
O governo Lula firmou um acordo de cooperação técnica com Cuba para trocar experiências em **participação social** e **governo aberto**, gerando polêmica sobre a escolha de um regime autoritário como referência. O projeto, coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), prevê oficinas binacionais em 2026 e mapeamentos mútuos de práticas.[1][3][4]
## DESENVOLVIMENTO
Especialistas cubanos foram recebidos na CGU em novembro de 2025 para estudar o modelo brasileiro de transparência, especialmente a Lei de Acesso à Informação (LAI), e mapear interações entre participação social e controle cidadão, com foco na Secretaria-Geral da Presidência (SG-PR). Em contrapartida, uma missão brasileira visitou Havana em dezembro de 2025, recebida pelo Ministério da Justiça de Cuba (MINJUS), para analisar o sistema cubano de mobilização em larga escala, como as 133.681 reuniões de consulta na reforma constitucional de 2018-2019.[3][4]
O acordo integra o Programa de Cooperação Técnica Brasil-Cuba e envolve diretores cubanos como Yaliet Peña Rodríguez e o ministro Oscar Silvera Martínez. Cuba busca insumos para sua Lei de Comunicação Social de 2023, enquanto o Brasil quer aprender logística de engajamento presencial em massa.[3][4]
Essa parceria se soma a outras cooperações históricas entre os países em saúde, educação e habitação, comuns em governos petistas.[2][5]
## ANÁLISE
A escolha de Cuba como parceira é vista por especialistas como ideológica, não técnica, sinalizando adesão implícita a modelos autoritários de “participação” que validam decisões pré-definidas em um regime de partido único com presos políticos. Críticos como Daniela Alves e Marcelo Suano argumentam que isso confunde a população sobre democracia verdadeira, ignorando referências consolidadas em Chile, Uruguai ou Europa, e expõe contradições na política externa de Lula, que critica atos antidemocráticos enquanto se aproxima de ditaduras.[6][7]
## CONCLUSÃO
O acordo avança trocas bilaterais em transparência e mobilização, com ações previstas para 2026, mas reacende debates sobre legitimar práticas cubanas no Brasil. Às vésperas das eleições de 2026, pode intensificar críticas à gestão Lula e influenciar percepções sobre governo aberto.[1][4][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Governo Lula firmou acordo de cooperação técnica com Cuba em dezembro de 2023 para trocar experiências em participação social e governo aberto, inspirado na reforma constitucional cubana de 2018-2019.**[5][6]
**Dados/estatísticas:** Missão brasileira em dezembro; acordos gerais incluem 12 convênios em março 2024 (saúde, agrário); operação tripartite vendeu 46,4 mil toneladas de alimentos brasileiros a Cuba (US$ 50 mi).[1][3]
**Perspectivas diferentes:** Governo vê parceria “saudável” para bioeconomia e segurança alimentar.[1][2] Críticos, como especialistas Daniela Alves e Marcelo Suano, apontam viés ideológico, legitimando modelo autoritário em vez de democrático, contradizendo defesa de Lula à democracia.[5]
**Próximos passos:** Reativação de comitê Brasil-Cuba em 60 dias (set/2023); implementação de software CONAB para monitoramento alimentar; expansão em agricultura urbana no semiárido.[2][3]
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