## INTRODUÇÃO
A comunidade brasileira em Portugal acompanha com apreensão a reta final da eleição presidencial deste domingo (18/1), marcada por um recorde de 11 candidatos que fragmentam o pleito e tornam improvável uma vitória na primeira volta. Com mais de 11 milhões de eleitores nas urnas para suceder Marcelo Rebelo de Sousa, a disputa reflete tensões políticas na Europa, com o populista André Ventura, do Chega, entre os favoritos, ao lado de nomes como Luís Marques Mendes (PSD), António José Seguro (PS) e o independente Henrique Gouveia e Melo.[1][2][3][5]
## DESENVOLVIMENTO
Portugal vive uma eleição presidencial inédita, com 11 candidatos competindo em 18 de janeiro de 2026, o maior número da história democrática do país desde 1974. Nenhum deve ultrapassar 50% dos votos, levando a um provável segundo turno em 8 de fevereiro — o primeiro em quatro décadas.[1][5] Entre os destaques, André Ventura, líder do Chega (ultradireita), capitaliza o crescimento do partido, que se tornou a segunda força no Parlamento em 2025, com promessas contra corrupção e imigração.[1][5] Luís Marques Mendes, do PSD (centro-direita), apoiado pela coligação governista, defende “ambição” contra o “conformismo”; António José Seguro, do PS (centro-esquerda), posiciona-se como alternativa moderada à extrema-direita; e Henrique Gouveia e Melo, ex-coordenador da vacinação anticovid, atrai apoios transversais como independente.[1][2][5]
A votação já começou, com candidatos como Catarina Martins (Bloco de Esquerda, única mulher na disputa), Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal), Jorge Pinto (Livre) e outros exercendo o voto e apelando à alta participação para reduzir a abstenção recorde de 2021. O primeiro-ministro Luís Montenegro destacou os “cinco anos desafiantes” à frente.[3][4][6]
## ANÁLISE
**Três fatores decisivos**: 1) **Ascensão populista** — Ventura pode avançar a extrema-direita europeia, influenciando imigração e afetando brasileiros em Portugal.[1][5] 2) **Fragmentação** — 11 candidatos diluem votos, favorecendo segundos turnos imprevisíveis.[1][2] 3) **Alta abstenção** — Sondagens preveem participação elevada, mas histórico preocupa a democracia.[3] Esses elementos definem o sucessor de Marcelo em meio a instabilidade econômica e polarização.[1][3]
## CONCLUSÃO
A eleição testa a estabilidade portuguesa, com impactos em imigrantes brasileiros via políticas de economia e imigração. Resultados parciais indicam disputa acirrada; o vencedor enfrentará desafios globais. A comunidade luso-brasileira aguarda um presidente que equilibre tradição e renovação.[1][4][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Eleições em Portugal: 3 fatores em jogo na disputa — e porque muitos brasileiros acompanham com apreensão.**
A **disputa mais fragmentada da história recente**, com **11 candidatos** (de 14 sorteados, alguns rejeitados), ocorre hoje (18/1), convocando **11 milhões de eleitores** para suceder Marcelo Rebelo de Sousa[1][2][4]. **Dados:** Sondagens CESOP mostram **André Ventura (Chega, extrema-direita)** à frente com **24%**, seguido de **António José Seguro (PS, 23%)** e **João Cotrim de Figueiredo (IL, 19%)**; Luís Marques Mendes (PSD/AD) tem 14%. Já **218 mil** votaram antecipadamente[2][4][6].
**Perspectivas:** Esquerda (Seguro) aposta em tradição; centro-direita (Figueiredo/Mendes) em liberalismo; **extrema-direita (Ventura)** cresce como 2ª força pós-legislativas, polarizando[2]. Líderes como Montenegro preveem alta afluência em pleito “desafiador”[4].
**Próximos pas