## INTRODUÇÃO
O dólar encerrou a semana em queda acumulada de 1,10% frente ao real, impulsionado pela inflação brasileira medida pelo IPCA, que registrou alta de 4,26% em 2025 – a menor variação anual desde 2018 e dentro da meta de 3% com tolerância até 4,5%.[2][8] O relatório de empregos nos EUA (payroll), abaixo do esperado, reforçou a percepção de desaceleração na maior economia do mundo, favorecendo a desvalorização da moeda americana.[1]
## DESENVOLVIMENTO
O IPCA de dezembro subiu 0,33%, ante 0,18% em novembro, mas o acumulado anual de 4,26% ficou 0,57 ponto percentual abaixo de 2024 (4,83%) e representou o quinto menor resultado desde o Plano Real.[2][5][8] Esse controle reflete desinflação, apesar de pressões em habitação (6,79%) e serviços (6,01%), com alívio em alimentos.[2][3] O Boletim Focus do Banco Central reduziu a expectativa de IPCA para 2026 para 4,05%, mantendo projeções estáveis para PIB em 1,80% e dólar em R$ 5,50 no fim do ano.[1][4]
O payroll fraco nos EUA sinalizou enfraquecimento econômico, reduzindo apostas em altas de juros pelo Fed e pressionando o dólar globalmente. No Brasil, o resultado reforça a credibilidade do Banco Central, com Selic projetada em 12,25% ao fim de 2026 e cortes a partir de março.[4][5]
## ANÁLISE
A inflação dentro da meta sinaliza estabilidade macroeconômica, elevando confiança de investidores e apoiando queda do dólar, o que alivia importadores e consumidores com produtos mais baratos.[2][6] No entanto, desafia exportadores dependentes de câmbio alto. O payroll abaixo do esperado pode adiar aperto monetário nos EUA, beneficiando emergentes como o Brasil, mas exige vigilância sobre serviços pressionados.[1][5]
## CONCLUSÃO
Semana positiva para o real com IPCA controlado e payroll fraco, dólar cai 1,10%. Perspectivas incluem desinflação contínua em 2026 (4,05%) e possível alívio na Selic, mas riscos em serviços demandam cautela do BC.[1][4]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dólar perde força ante real com IPCA dentro da meta (menor variação em 12 meses desde 2018) e payroll EUA abaixo do esperado; queda acumulada de 1,10% na semana.**[1][3]
**1. Dados relevantes:** USD/BRL caiu de 5,3761 (12/01)[2] para 5,372 (16/01)[3], com real +2,73% no mês e +11,55% em 12 meses[1]. Inflação geral a 4,26% em dez/2025 (menor desde ago/2024), vendas no varejo +1,0% (nov)[1].
**2. Perspectivas diferentes:** Positiva no Brasil por dados firmes e Selic restritiva, reduzindo prêmio de risco[1]; contrasta com dólar forte globalmente, mas payroll fraco pressiona queda[1].
**3. Próximos passos:** Acompanhar Copom (juros), payroll EUA e dados de emprego BR; real pode testar 5,36 se inflação ceder mais[1][5].
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