## INTRODUÇÃO
O ano de 2025 encerrou com preços do algodão em queda no mercado brasileiro, pressionados por produção recorde na safra 2024/25 e consumo interno fraco, apesar do papel estabilizador das exportações. O Brasil, terceiro maior produtor e principal exportador mundial, colheu volumes históricos de pluma, estimados em cerca de 4 milhões de toneladas, com recordes em caroço alcançando 9,9 milhões de toneladas, um aumento de 11,4% sobre 2024[3][6]. No entanto, a desvalorização internacional e o ritmo lento de negócios internos provocaram retração nos valores, desafiando produtores enquanto as vendas ao exterior sustentaram o equilíbrio setorial[1][2].
## DESENVOLVIMENTO
A safra 2024/25 marcou recordes históricos para o algodão brasileiro, impulsionados por expansão na área plantada e produtividade elevada, especialmente no Centro-Oeste, que responde por 72% da produção nacional, com Mato Grosso e Bahia liderando[2][4]. O IBGE registrou produção de algodão em caroço em 9,9 milhões de toneladas, enquanto estimativas para pluma giraram em torno de 4,076 milhões de toneladas, refletindo crescimento de 11,5% sobre o ano anterior[1][3][6]. Exportações de janeiro a maio de 2025 cresceram 10,4% em volume, com destaque para o Nordeste (+28,4%), embora em valor tenham recuado 4,7% devido à queda de preços globais[2].
Apesar do volume robusto, o consumo interno enfraqueceu, com indústrias ajustando estoques cautelosamente em meio a juros elevados e incertezas geopolíticas, o que prolongou a desvalorização doméstica[1][2]. Para a safra 2025/26, a Conab projeta recuo de 6,3% na produção de pluma para 3,818 milhões de toneladas, com redução de 2,8% na área plantada (2,026 milhões de hectares) e queda na produtividade para 1.884 kg/ha, sinalizando ajuste após o pico de 2025[1][5]. Mato Grosso deve colher 2,637 milhões de toneladas (-7,5%), e a Bahia, 803,3 mil toneladas (-4,2%)[1].
## ANÁLISE
A queda nos preços de 2025 reflete excesso de oferta doméstica e global, com produção recorde superando a demanda interna fraca, pressionando rendas de produtores e reforçando a dependência de exportações, que absorveram o excedente[1][2][4]. Isso evidencia vulnerabilidades como baixa diversificação de mercados internos e sensibilidade a flutuações internacionais, demandando estratégias para estimular consumo local e certificações sustentáveis, já que 83% da safra 2024/25 atendeu padrões globais[7]. O recuo previsto para 2025/26 pode estabilizar cotações, mas exige monitoramento de estoques e exportações[1].
## CONCLUSÃO
Em 2025, o algodão brasileiro equilibrou recordes produtivos com preços em baixa, salvo pelas exportações robustas. Para 2026, com safra menor projetada, espera-se recuperação de valores e maior estabilidade interna, desde que produtores diversifiquem riscos e o mercado global melhore[1][2]. O setor segue competitivo mundialmente, mas precisa de políticas para fortalecer o consumo doméstico.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complemento de Informações
**Dados e Estatísticas:**
A produção de algodão em 2025 atingiu **recorde histórico de 3,91 milhões de toneladas de pluma** (+5,7% em relação a 2024)[2]. As exportações alcançaram **2,835 milhões de toneladas** entre agosto de 2024 e julho de 2025, um aumento de 6%[3]. No Nordeste, a produção cresceu 16,2%, atingindo 942,7 mil toneladas[2].
Apesar da desvalorização doméstica, as exportações nacionais aumentaram em volume (+10,4%) de janeiro a maio de 2025, embora com queda em valor (-4,7%)[2]. O Brasil consolidou sua posição como **principal exportador mundial**, superando os Estados Unidos[1].
**Perspectivas Diferentes:**
Analistas apontam que o **excesso de oferta global combinado com demanda moderada** manteve pressão nos preços internacionais[1]. A instabilidade geopolítica e o câmbio menos favorável também impactaram negativamente[3]. Contudo, a proximidade da colheita recorde