## INTRODUÇÃO
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou neste sábado (17/1), em Assunção, no Paraguai, a assinatura do histórico Acordo Mercosul-União Europeia, que consolida a maior zona de livre comércio do mundo, integrando 720 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões. Após mais de 26 anos de negociações, Alckmin destacou a ampliação do comércio, geração de empregos e fortalecimento da inserção internacional do Brasil, elevando a política comercial brasileira a um **novo patamar**.[1][3][12]
## DESENVOLVIMENTO
A cerimônia ocorreu no teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio – simbólico local do Tratado de Assunção de 1991, que fundou o Mercosul (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai). Pela UE, participaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que defenderam o **comércio justo e o multilateralismo** como resposta a protecionismos globais.[3][10][11]
O acordo prevê **eliminação gradual de tarifas** sobre mais de 90% do comércio: Mercosul zerará tarifas em 91% dos bens europeus em até 15 anos; UE, em 95% dos bens sul-americanos em até 12 anos. Inclui salvaguardas agrícolas para importações sensíveis, compromissos ambientais contra desmatamento ilegal e foco em investimentos e sustentabilidade. Alckmin enfatizou que 30% dos exportadores brasileiros (cerca de 9 mil empresas) vendem para a UE, prevendo produtos mais baratos e atração de investimentos europeus.[1][3][11][12]
Apesar do apoio de 21 países da UE (como Alemanha e Espanha), França, Áustria, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra, temendo impactos no setor agrícola; Bélgica absteve-se. No Mercosul, o texto segue para ratificação nos Congressos nacionais.[1][11]
## ANÁLISE
O acordo significa **diversificação econômica** para o Brasil, reduzindo dependência da China em minerais críticos como lítio e contrabalançando tarifas dos EUA, como as de Trump. Para Alckmin, é “ganha-ganha”: mais exportações, empregos e competitividade global, com regras ambientais fortalecendo a imagem sustentável do país. Contudo, resistências agrícolas na UE podem atrasar a implementação plena, exigindo negociações internas.[1][2][4]
## CONCLUSÃO
Após assinatura, o tratado entra em fase de ratificação no Parlamento Europeu e Congressos do Mercosul, com efeitos práticos graduais a partir de 2026. Perspectivas incluem **crescimento econômico** e multilateralismo reforçado, mas dependem de aprovações legislativas.[3][4][10]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas relevantes:** Acordo cria livre-comércio para 720 milhões de pessoas e PIB >US$ 22 tri. Para Brasil: +0,34% PIB (R$ 37 bi), +0,76% investimentos (R$ 13,6 bi), -0,56% preços ao consumidor, +2,65% exportações (R$ 52,1 bi). Apex estima +US$ 7 bi em exportações brasileiras[1][2][4][7].
**Perspectivas diferentes:** Otimistas destacam ganhos em máquinas, químicos e serviços; simulações preveem +0,46% PIB até 2040. Críticas em Portugal temem concorrência de 99 mil t carne bovina (tarifa 7,5%) e 180 mil t aves, ameaçando 43 mil explorações locais e produção nacional[3][5][6].
**Próximos passos:** Ratificação por parlamentos (UE e Mercosul); redução gradual de tarifas (imediata em indústria, até 10 anos em commodities como carne e etanol, com cotas/salvaguardas)[1][4][7].
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