## INTRODUÇÃO
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou neste sábado (17) a assinatura do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia, realizada em Assunção, no Paraguai, após mais de 26 anos de negociações. Motta destacou a relevância histórica do tratado, que cria a maior zona de livre comércio do mundo, integrando 720 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões, e afirmou que a Câmara dará total apoio à sua implementação no Brasil.[1][3][12]
## DESENVOLVIMENTO
A cerimônia ocorreu no teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio, com presença de líderes como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Pela ampla maioria dos 27 Estados-membros da UE – 21 a favor, apesar de oposições da França, Áustria, Hungria, Irlanda e Polônia –, o acordo prevê eliminação gradual de tarifas em mais de 90% do comércio: a UE zerará sobre 92% das exportações do Mercosul (US$ 61 bilhões), e o bloco sul-americano, sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Inclui salvaguardas agrícolas, compromissos ambientais contra desmatamento ilegal e regras para investimentos e minerais estratégicos, reduzindo dependência da China.[3][11][13]
Hugo Motta, em declaração pós-assinatura, enfatizou o apoio da Câmara para agilizar a ratificação, que exige aprovação dos Congressos nacionais do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além do Parlamento Europeu. No Brasil, o processo deve ocorrer no segundo semestre de 2026, com possibilidade de aplicação provisória de partes comerciais. O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia celebrado o aval europeu, notando que 30% dos exportadores brasileiros (9 mil empresas) vendem para a UE, prevendo produtos mais baratos e investimentos.[1][4][15]
O tratado, negociado desde 1999 e aprovado após apoio italiano crucial, enfrenta resistências setoriais na Europa, mas reforça o multilateralismo em meio a tarifas protecionistas dos EUA.[2][10]
## ANÁLISE
Esse acordo significa abertura de mercados inédita, impulsionando exportações brasileiras de commodities como carne e minerais, com ganhos estimados em bilhões, mas exige adaptações no agro europeu via salvaguardas. Para o Brasil, fortalece a economia, atrai investimentos e promove sustentabilidade, posicionando o Mercosul como alternativa geopolítica à China. No entanto, a ratificação legislativa pode enfrentar debates internos, especialmente sobre impactos ambientais e concorrência agrícola.[1][3][11]
## CONCLUSÃO
Hugo Motta garante apoio da Câmara à implementação gradual do acordo Mercosul-UE, marco após 26 anos. Perspectivas incluem comércio ampliado e crescimento econômico, com ratificações nacionais definindo o cronograma para 2026 e além.[3][4][12]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Acordo Mercosul-UE: Contexto e Próximos Passos
O acordo foi **assinado em 17 de janeiro em Assunção, Paraguai**, após 26 anos de negociações[1][3]. Criará a **maior zona de livre comércio do mundo**, integrando cerca de **720 milhões de pessoas** com PIB superior a **US$ 22 trilhões**[3][12].
**Dados relevantes:**
– Mercosul zerará tarifas sobre **91% dos bens europeus** em até 15 anos; UE eliminará tarifas sobre **95% dos bens do Mercosul** em até 12 anos[3]
– Aproximadamente **30% dos exportadores brasileiros** vendem para países da UE[1]
– O acordo reduzirá ou eliminará tarifas de mais de **90% do comércio total** entre os blocos[11]
**Perspectivas divergentes:**
Enquanto Alemanha e Espanha apoiam o tratado como alternativa à dependência chinesa e protecionismo americano[1], cinco países da UE votaram contra (Áustria, França, Hungria, Irlanda, Polônia),