Brazil’s President Luiz Inacio Lula da Silva meets European Commission President Ursula von der Leyen at the Itamaraty Palace in Rio de Janeiro, Brazil January 16, 2026. REUTERS/Ricardo Moraes
## INTRODUÇÃO
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi oficialmente assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, marcando o fim de mais de 25 anos de negociações intensas. A cerimônia reuniu líderes como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e representantes do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, criando a maior zona de livre comércio do mundo, com 720 milhões de consumidores e PIB superior a US$ 22 trilhões[1][2][4][8].
## DESENVOLVIMENTO
As negociações iniciaram em 1999, enfrentando obstáculos como exigências ambientais da UE, resistências de países europeus com forte setor agrícola e ajustes em compromissos de sustentabilidade, incluindo o Acordo de Paris e o fim do desmatamento, finalizados em 2024[1][2][3][6]. Dois documentos foram assinados: o Acordo de Parceria UE-Mercosul (EMPA), que abrange diálogo político, cooperação e comércio, e o Acordo Comercial Provisório (ITA), focado no pilar comercial[3][7].
O pacto prevê eliminação gradual de tarifas sobre mais de 90% do comércio em até 15 anos, beneficiando setores como agricultura, automotivo, farmacêuticos e químicos, além de facilitar investimentos, serviços digitais e acesso a licitações públicas[2][3][4][6]. Líderes como António Costa, do Conselho Europeu, destacaram o reforço ao multilateralismo e comércio justo[5].
Agora, os textos seguem para ratificação: no Parlamento Europeu e, possivelmente, em parlamentos nacionais da UE; nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai no Mercosul. A entrada em vigor depende dessas aprovações, com implementação gradual[1][3][4][5][7].
## ANÁLISE
Esse acordo significa integração econômica profunda, impulsionando exportações sul-americanas de commodities e acesso europeu a mercados emergentes, mas exige adaptações regulatórias, como reduções tarifárias e padrões ambientais mais rígidos no Mercosul[1][6]. Para a UE, equilibra abertura comercial com salvaguardas a agricultores, enquanto politicamente sinaliza defesa do multilateralismo em meio a tensões globais[3][5]. Riscos incluem resistências internas, prolongando a ratificação[1].
## CONCLUSÃO
A assinatura avança a pauta comercial global, prometendo empregos, investimentos e cadeias produtivas sustentáveis. As perspectivas dependem da aprovação legislativa, com vigência plena prevista em anos, fortalecendo laços entre os blocos[2][4][8].
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Acordo Mercosul-UE segue para análise do Parlamento Europeu e Congressos Nacionais do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.** [1][2][5]
**Dados/estatísticas:** Cria maior zona de livre comércio (720 milhões de pessoas, PIB >US$ 22,4 tri); elimina tarifas em >90% do comércio (92% exportações Mercosul à UE, ~US$ 61 bi); Brasil ganha R$ 37 bi em 10 anos; UE economiza >€4 bi/ano em tarifas. [2][3][4][5]
**Perspectivas diferentes:** Mercosul celebra acesso a mercado de 450 mi consumidores e competitividade; UE vê “comércio justo”, mas França resiste (agricultores temem concorrência em carnes/frutas); salvaguardas protegem setores sensíveis e exigem fim de desmatamento ilegal. [1][3][4][5]
**Próximos passos:** Aplicação provisória possível (redução tarifas); ratificação plena por 27 parlamentos UE (incl. regionais, ex. Bélgica) e 4 Mercosul; negociações desde 1999, entendimento 2019. [1][2]