## INTRODUÇÃO
A política de valorização do salário mínimo, iniciada nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, evitou que o piso salarial brasileiro chegasse a apenas R$ 823 em 2026, valor equivalente a metade do atual R$ 1.621. Sem esses reajustes acima da inflação, atrelados ao crescimento do PIB, milhões de trabalhadores enfrentariam uma drástica perda de poder de compra, agravando pobreza e desigualdades, conforme destacou o ministro Luiz Marinho.[1][5]
## DESENVOLVIMENTO
Implementada a partir de 2006 no primeiro mandato de Lula (2003-2010) e mantida por Dilma Rousseff até 2016, a política foi interrompida entre 2017 e 2022, mas retomada em 2023 pela Lei nº 14.663/2023. Ela combina a inflação pelo INPC dos 12 meses anteriores com o crescimento real do PIB de dois anos antes, garantindo ganho real acumulado de 11,8% entre 2022 e 2026.[1][4][5] Em 2026, o salário mínimo subiu de R$ 1.518 para R$ 1.621, um reajuste de 6,79% ou R$ 103, injetando R$ 110 bilhões na economia junto à isenção do IR, segundo Marinho.[1][2]
Lula reforçou a defesa dessa estratégia em cerimônia no Rio de Janeiro, marcando 90 anos do salário mínimo criado em 1936 por Getúlio Vargas. Ele criticou opositores, como empresários que resistem à indexação ao PIB, e ironizou: “Tem cara que dá mil reais de gorjeta para tomar uísque e não quer pagar salário-mínimo para o povo pobre”.[2][3][7] A medida beneficia trabalhadores, aposentados do INSS e políticas sociais, promovendo redistribuição de renda.[5]
## ANÁLISE
Essa política significa proteção real contra a erosão inflacionária, dobrando o valor que seria corrigido apenas pela inflação desde 2003 (R$ 823). Representa instrumento eficaz de redução de desigualdades, estimulando consumo em regiões pobres e crescimento econômico, mas expõe tensões com setores empresariais preocupados com custos. Lula admite que R$ 1.621 ainda é insuficiente para moradia, alimentação e educação básicas, demandando PIB robusto para avanços futuros.[1][4][6]
## CONCLUSÃO
A valorização elevou o mínimo a R$ 1.621, evitando R$ 823 e impulsionando R$ 110 bi na economia. Perspectivas incluem continuidade atrelada ao PIB, com Lula cobrando mais para atender necessidades essenciais e combater invisibilidade dos pobres.[1][2][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
# Política de Valorização do Salário Mínimo
A **Política de Valorização do Salário Mínimo**, criada em 2006 no governo Lula, combina inflação (INPC) e crescimento do PIB para preservar o poder de compra dos trabalhadores[1]. Desde sua implementação, evitou perdas significativas de renda real.
## Dados e Evolução
Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, o ganho real acumulado do salário mínimo acima da inflação foi de **11,8%**[4]. A evolução recente mostra: R$ 1.212 (2022) → R$ 1.320 (2023) → R$ 1.412 (2024) → R$ 1.518 (2025) → R$ 1.621 (2026)[5].
Em 2023, o governo ampliou a política, vinculando reajustes permanentemente ao crescimento econômico e à inflação através da Lei nº 14.663/2023[1]. O reajuste de 2026 foi de 6,79%[5].
## Impactos e Perspectivas
A política contribuiu para **