## INTRODUÇÃO
No Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta sexta-feira (16) os líderes da União Europeia, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, no Palácio do Itamaraty. Os encontros, marcados para as 13h e seguidos de declarações à imprensa, ocorrem na véspera da assinatura do histórico acordo comercial Mercosul-UE em Assunção, no Paraguai, negociado por mais de 20 anos.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
A reunião foca nos próximos passos do acordo, aprovado recentemente pela UE, que criará a maior zona de livre comércio do mundo, com 720 milhões de habitantes e PIB combinado de US$ 22 trilhões. O tratado prevê redução gradual de tarifas sobre bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, beneficiando o agronegócio e a indústria brasileira com acesso a 51 milhões de consumidores europeus.[1][2][5]
Brasil e UE mantêm parceria estratégica desde 2007, com ênfase em comércio, sustentabilidade e cooperação internacional. Lula pressionou pela conclusão durante a presidência pro-tempore brasileira no Mercosul, apesar de atrasos pedidos pela Itália devido a resistências da França e Polônia. O presidente brasileiro não irá à assinatura ministerial no Paraguai, representado pelo chanceler Mauro Vieira, priorizando o “selo político” no Rio para evitar compartilhar palanque com o argentino Javier Milei.[1][3][7]
Após a reunião, há almoço em homenagem a von der Leyen, e Lula retorna a Brasília. Em artigo no Estadão, o presidente defendeu o multilateralismo, afirmando que “não existe economia isolada” e que a cooperação supera conflitos.[3][5]
## ANÁLISE
Esse encontro consolida o papel do Brasil como articulador sul-americano e reforça laços com a UE em meio a tensões globais, como o isolacionismo de Trump. Pode acelerar a implementação gradual do acordo, gerando ganhos econômicos, mas enfrenta críticas de agricultores e ambientalistas europeus sobre impactos climáticos e concorrência agrícola. Para Lula, é uma “foto da vitória” diplomática, elevando o status do Mercosul.[1][2][3][7]
## CONCLUSÃO
As reuniões no Rio marcam o ápice de anos de negociações, pavimentando livre comércio histórico entre Mercosul e UE. Perspectivas incluem ratificação em Assunção e efeitos práticos ao longo de anos, fortalecendo relações bilaterais em comércio e clima.[2][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados e Contexto do Acordo**
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia criará a **maior zona de livre comércio do mundo**, abrangendo **720 milhões de habitantes** e um PIB combinado de **US$ 22 trilhões**[2]. As negociações duraram **mais de 25 anos**[3], levando Lula a caracterizar o processo como “25 anos de sofrimento e tentativa”[6].
**Estratégia Política Brasileira**
A reunião no Rio (prevista para 13h no Palácio Itamaraty) representa uma estratégia para consolidar o Brasil como principal negociador do acordo[1]. Lula não participará da cerimônia oficial em Assunção no sábado, delegando ao ministro Mauro Vieira, garantindo que o “anúncio político” ocorra em território brasileiro[3].
**Perspectivas Divergentes**
Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos climáticos e na concorrência agrícola[2].
**Próximos Passos**