## INTRODUÇÃO
Sanções americanas, apreensões marítimas e narrativas securitárias transformaram a crise EUA-Venezuela em um regime permanente de atrito, com a captura de Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro de 2026 elevando as tensões a um novo patamar. Longe da retórica heroica ou mediação formal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adota uma **diplomacia da contenção**, atuando como operador estratégico nos bastidores para evitar escaladas regionais.[1][4][5][6]
## DESENVOLVIMENTO
A crise intensificou-se desde 2019 com sanções dos EUA contra o governo Maduro, contestando sua legitimidade e agravada por irregularidades eleitorais na Venezuela. Em 2026, uma operação militar americana resultou na captura de Maduro, vista por Lula como “afronta gravíssima à soberania” e “precedente perigoso” para o direito internacional.[1][5][6] O Brasil equilibra condenações à intervenção com canais diplomáticos abertos a Donald Trump desde outubro de 2025, permitindo negociações discretas.[3][4]
Lula conversou diretamente com Maduro e Trump, expressando preocupação com “interesses ocultos” por trás da crise e relembrando mediações passadas, como entre Chávez e Bush. Na ONU, em setembro de 2025, defendeu o diálogo e condenou o uso de força letal fora de conflitos armados, priorizando a paz sem contenciosos diretos.[1][2]
O Itamaraty monitora a fronteira em Roraima, garantindo tranquilidade, enquanto evita apoio irrestrito ao chavismo, distanciando-se politicamente de Maduro.[4][5]
## ANÁLISE
Essa postura pragmática de **contenção de danos** combina defesa de soberania e multilateralismo com realpolitik, usando canais com Washington para influenciar desdobramentos sem confrontos abertos. Revela limites da diplomacia brasileira em um contexto regional fragmentado, onde poucos aliados criticam os EUA, e expõe ambiguidades na política externa de Lula, como na Ucrânia. O resultado é uma neutralidade ativa que preserva estabilidade latino-americana, mas não resolve dilemas de fundo.[1][4][5]
## CONCLUSÃO
Lula navega a crise como equilibrador discreto, condenando violações enquanto abre portas ao diálogo com Trump. Perspectivas incluem redução de tensões via negociações pré-Natal e maior estabilidade regional, mas dependem de interesses americanos em segurança e narcotráfico.[2][3][4]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Lula e a diplomacia da contenção: decisão estratégica**
Sanções, apreensões marítimas e narrativas securitárias empurram a crise EUA–Venezuela para um regime permanente de atrito. Longe da retórica heroica ou da mediação formal, Lula atua como operador de **diplomacia de contenção de danos**, equilibrando condenações à captura de Maduro (3/1/2026, via bombardeio EUA) com canais abertos a Trump (desde out/2025), evitando confrontos diretos.[1][2][3]
**1. Dados/estatísticas:** Monitoramento em Roraima registra fluxo tranquilo na fronteira Brasil-Venezuela; nota conjunta com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha (4/1/2026) rejeita uso unilateral da força.[2][4]
**2. Perspectivas diferentes:** Governo prioriza pragmatismo bilateral para mitigar riscos eleitorais (Congresso conservador, popularidade de Lula); críticos veem descompasso Itamaraty-PT e incoerência com BRICS/Ucrânia; OEA reforça multilateralismo e não intervenção.[3][4]