## INTRODUÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu abandonar a proposta de dividir o Ministério da Justiça para criar uma pasta exclusiva de Segurança Pública, vendo na ideia uma armadilha política sem bandeiras claras. A decisão, tomada em reunião no Planalto após a saída de Ricardo Lewandowski da pasta, esfriou a discussão sobre a PEC da Segurança Pública no Congresso, priorizando a manutenção da estrutura atual.[1][2][4][5]
## DESENVOLVIMENTO
A proposta ganhou força com a exoneração de Lewandowski, vista como oportunidade para reorganizar a Esplanada e fortalecer o combate ao crime organizado, mas resistências políticas e cálculos eleitorais frearam o avanço. O Planalto avaliou que criar o ministério sem a PEC aprovada seria difícil, ampliando críticas diretas ao governo federal sobre violência, sem ganhos claros para 2026.[1][2][3][4]
Historicamente, um Ministério da Segurança Pública existiu temporariamente no governo Temer, em 2018, mas foi extinto. Promessa de campanha de Lula em 2022, a ideia foi descartada na transição e revisitada agora, com a PEC travada na Câmara após mudanças no relatório de Mendonça Filho (União-PE), adiando a votação pós-recesso de 2025.[3][4]
O governo agora foca em nomear um novo ministro da Justiça com perfil técnico-jurídico e articulação política com estados, mantendo a unificação para evitar disputas de poder.[2][6]
## ANÁLISE
Essa desistência sinaliza cautela do Planalto em um ano eleitoral, evitando derrotas no Congresso e foco excessivo em segurança, fragilidade da gestão Lula. Sem a PEC, a divisão seria ineficaz, expondo o governo a críticas da oposição sem coordenação nacional contra o crime transnacional. Reforça a estratégia de estabilidade administrativa no fim do mandato.[1][3][4]
## CONCLUSÃO
Lula opta por preservar o Ministério da Justiça unificado, priorizando nomeação estratégica. Perspectivas incluem avanços na PEC em 2026 e maior articulação com governadores, mas o tema segue sensível para a reeleição.[4][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Governo Lula recua na divisão do Ministério da Justiça, priorizando articulação integrada contra crime organizado em vez de PEC imediata.** [1][3]
**Dados/estatísticas:** Operação Carbono Oculto, maior da PF com Receita e PM-SP; operação no RJ matou 121 em Penha/Alemão, elevando pressão por ações. [2][4]
**Perspectivas diferentes:** Governo vê “armadilha” na divisão, preferindo perfil técnico como Wellington Lima (ex-PGJ-BA) e coordenação com MP/Judiciário/estados; oposição/c congresso defendia pasta exclusiva; aliados divididos temem munição eleitoral em 2026. [3][4][6]
**Próximos passos:** Foco em PEC da Segurança (define papéis União/estados, PF, PRF) e PL Antifação na Câmara; reuniões para estruturar equipe, cooperação federativa e combate organizado como “ação de Estado”. [1][5][7]
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