## INTRODUÇÃO
O governo Lula firmou acordos de cooperação técnica com Cuba em diversas áreas, mas circula a narrativa de que o Brasil recorreria à ditadura cubana para aprender sobre **participação social e governo aberto**. Na verdade, as parcerias focam em educação superior, agricultura, geologia e comunicação, sem menção explícita a transparência ou engajamento cidadão nos documentos oficiais[1][2][3][5][7][8].
## DESENVOLVIMENTO
Desde 1987, Brasil e Cuba mantêm acordos de cooperação científica e técnica, ampliados em governos petistas nas áreas de saúde, educação e agricultura[1][3]. Recentemente, em março de 2024, durante a CRES+5, os ministros Camilo Santana (Educação) e Walter Baluja García (Ensino Superior de Cuba) assinaram pacto para mobilidade acadêmica, visando reinserir o Brasil no cenário internacional[2][10]. Outros acordos incluem agricultura urbana (Embrapa), geologia (SGB/CPRM), comunicação (EBC) e intercâmbio entre PT e PCC[5][7][8][9].
Não há registro oficial de cooperação específica em “participação social” ou “governo aberto”, temas sensíveis no contexto cubano, conhecido por restrições à oposição[1][2][3]. As parcerias priorizam transferência tecnológica em sementes, bioinsumos, águas subterrâneas e aviação civil, promulgada em 2024[4][6].
## ANÁLISE
Essa narrativa sensacionalista pode distorcer fatos para criticar o governo Lula, explorando o regime autoritário cubano para questionar legitimidade das parcerias. Significa fortalecimento de laços históricos Sul-Sul, com ganhos técnicos para Cuba em geoprocessamento e agricultura, mas gera debates sobre alinhamentos ideológicos e se o Brasil ignora violações de direitos humanos ao colaborar[1][2][9].
## CONCLUSÃO
Os acordos Brasil-Cuba são amplos e técnicos, sem evidência de foco em governo aberto. Perspectivas incluem mais trocas em educação e agro, mas com risco de polarização política no Brasil[2][5][7].
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Acordo Brasil-Cuba em Participação Social
**Contexto da cooperação:** Em dezembro de 2025, servidores do governo brasileiro visitaram Cuba para uma missão coordenada pelo Itamaraty, buscando compreender o sistema cubano de participação social como inspiração para modelos de controle e participação popular no Brasil[6]. O governo citou a reforma constitucional cubana de 2018-2019 como exemplo de sucesso[6].
**Perspectivas divergentes:**
– **Governo:** Apresenta a cooperação como avanço diplomático e troca técnica de experiências[7].
– **Especialistas críticos:** Apontam que a escolha não tem justificativa técnica, mas ideológica[5]. Daniela Alves, especialista em Relações Governamentais, afirma que o Brasil “sinaliza uma adesão a uma visão específica de participação típica de regimes autoritários”[5]. Marcelo Suano, cientista político, destaca que “a lógica é puramente ideológica”[5].
**Riscos identificados:** A parceria pode confundir a percepção dos brasileiros sobre democracia, legitimando um regime autoritário onde a “participação social”