# Federação Internacional de Jornalistas contabiliza 128 mortos em 2025
## INTRODUÇÃO
A **Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) registrou 128 profissionais do setor mortos em 2025**, marcando um ano particularmente trágico para a liberdade de imprensa global[1]. O número representa um aumento face a 2024, quando foram contabilizadas 122 mortes, refletindo uma tendência preocupante de violência contra jornalistas. A organização denunciou a “falta de vontade das autoridades para proteger os trabalhadores dos meios de comunicação” e apelou a “medidas imediatas e drásticas para pôr fim ao ciclo de violência e impunidade”[1]. Entre as vítimas, nove morreram em circunstâncias acidentais e dez eram mulheres[1].
## DESENVOLVIMENTO
O secretário-geral da FIJ, **Anthony Bellanger**, caracterizou a situação como uma **crise global**, afirmando que “os 128 jornalistas mortos num só ano não são apenas uma estatística, representam uma crise global”[1]. O dirigente sublinhou que “estas mortes são um lembrete brutal de que os jornalistas são atacados com impunidade apenas por fazerem o seu trabalho”[1].
A **distribuição geográfica das mortes revela disparidades alarmantes**: o Médio Oriente e o mundo árabe lideram a lista com 74 jornalistas mortos, representando 58% do total[1]. Destes, **56 foram registados na Palestina**, no contexto da ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza[1]. Seguem-se o Iémen com 13 mortes, a Ucrânia com oito, o Sudão com seis, a Índia e o Peru com quatro cada, e as Filipinas, México e Paquistão com três cada[1].
Historicamente, desde 1990, a FIJ contabilizou **3.173 jornalistas mortos em todo o mundo**, uma média anual de 91 vítimas[1]. Este contexto histórico evidencia que 2025 superou significativamente a média, com 37 mortes acima do padrão histórico.
## ANÁLISE
O aumento de mortes em 2025 reflete a persistência de conflitos armados em regiões estratégicas e a vulnerabilidade dos profissionais de imprensa em zonas de guerra[1]. A concentração de 58% das mortes no Médio Oriente e mundo árabe demonstra como conflitos geopolíticos têm impacto direto na segurança jornalística[1]. A FIJ destacou ainda o uso de **drones para atacar deliberadamente jornalistas ou seus veículos**, particularmente na Ucrânia[4]. A falta de responsabilização legal pelos perpetradores perpetua este ciclo de violência, tornando a profissão cada vez mais perigosa.
## CONCLUSÃO
A Federação Internacional de Jornalistas exige ação imediata dos governos para proteger profissionais de mídia, levar responsáveis à justiça e defender a liberdade de imprensa[1]. Bellanger defendeu ainda a necessidade de uma **convenção das Nações Unidas que garanta a segurança e independência dos jornalistas a nível global**, afirmando que “o mundo não pode esperar mais”[1]. O ano de 2025 marca um ponto crítico que exige resposta coordenada internacional para reverter esta tendência letal.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados relevantes:** Em 2025, **56 dos 128 jornalistas mortos** ocorreram na Palestina (58% do total no Médio Oriente/Árabe, com 74 vítimas); Iémen (13), Ucrânia (8), Sudão (6), Índia/Peru (4 cada). Lista final atualizada de 128 (+17 vs. preliminar de 111), com 876 mortes na última década (média anual 91 desde 1990). China lidera prisões (533 globais).[1][2][3]
**Perspectivas diferentes:** FIJ denuncia impunidade e apela a convenção ONU para segurança jornalística. RSF confirma letalidade no Sudão (4 mortes por RSF), destacando ódio aos jornalistas, mas foca menos no total global.[7]
**Próximos passos:** FIJ exige ações governamentais em 2026 para justiça, proteção e fim à impunidade; monitorização contínua de casos.[1][2]
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