# Irã vive um dos momentos mais tensos desde a Revolução Islâmica com protestos massivos e repressão violenta
## INTRODUÇÃO
O Irã atravessa uma das piores crises de sua história recente. A partir de 28 de dezembro de 2025, manifestações massivas explodiram nas ruas de centenas de cidades, motivadas pela desvalorização recorde do rial e inflação galopante que dizimaram o poder de compra da população[4]. O que começou como protestos contra a crise econômica rapidamente evoluiu para um movimento político mais amplo contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, resultando em uma repressão violenta que deixou milhares de mortos e presos[1][4]. A tensão internacional aumenta à medida que a comunidade global condena a violência e ameaças de execução de manifestantes.
## DESENVOLVIMENTO
Os protestos foram desencadeados pela frustração com inflação recorde, preços dos alimentos em alta e desvalorização da moeda, que deterioraram drasticamente as condições de vida dos iranianos[4]. A crise econômica foi agravada por sanções internacionais e orçamentos que privilegiam gastos militares em detrimento de políticas sociais[5]. Inicialmente concentrados no Grande Bazar de Teerã em 3 de janeiro, os protestos se espalharam rapidamente para todas as 31 províncias do país, atraindo milhões de manifestantes[4][5].
A resposta do governo foi brutal. Até 14 de janeiro, organizações de direitos humanos documentaram mais de 3.400 mortos, sendo 3.379 manifestantes[1]. Relatos de testemunhas descrevem uso de munição real contra manifestantes desarmados, ruas vazias, prédios incendiados e forte presença policial nas principais cidades[2]. Além das mortes, mais de 18 mil pessoas foram presas[1][6], com o Judiciário iraniano anunciando “rápidos julgamentos” e priorizando execuções[1].
O isolamento internacional se aprofunda. A ONU denunciou violações de direitos humanos e se manifestou “horrorizada” com a repressão[2]. O presidente norte-americano Donald Trump ameaçou que o Irã “pagará um preço muito alto” caso execute manifestantes e anunciou tarifas de 25% contra países que mantiverem negócios com Teerã[5]. O governo iraniano, por sua vez, bloqueou a internet e acusa atores externos de estimular a violência[3].
## ANÁLISE
A crise iraniana reflete a convergência de problemas econômicos estruturais e autoritarismo político. A insatisfação popular transcendeu questões puramente econômicas, transformando-se em um desafio direto à legitimidade do regime de 46 anos[4]. A resposta violenta do governo sinaliza fraqueza institucional e falta de capacidade para resolver problemas de fundo, optando pela repressão em vez de reformas[1][3]. Internacionalmente, o Irã enfrenta isolamento crescente, com ameaças de novas sanções que podem aprofundar ainda mais a crise econômica—um ciclo vicioso que alimenta mais instabilidade política.
## CONCLUSÃO
O Irã está em um ponto de inflexão. Os protestos revelam descontentamento profundo com o regime, enquanto a repressão violenta demonstra disposição governamental de manter o controle a qualquer custo. Com milhares de mortos, prisões em massa e ameaças de execuções, a situação permanece extremamente instável[1][6]. As perspectivas apontam para maior polarização interna e isolamento internacional, com risco de escalada da violência nos próximos meses.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Irã enfrenta crise aguda desde fim de 2025, com desvalorização do rial a 1,4 milhão por dólar (145.000 tomans) e inflação de 42-52% em dezembro, elevando preços de alimentos em 72% e causando protestos em 25 províncias, com 51-60 mortes, centenas de feridos/presos e blackout de internet.[1][2][3]**
**Dados chave:** Moeda perdeu 40% pós-guerra Irã-Israel; sanções ONU retomadas em 2025 agravam isolamento; descontentamento em 92% da população.[1][2][3]
**Perspectivas:** Governo culpa sanções e má gestão; analistas veem revolta multifacetada contra aiatolás, com risco de colapso (chanceler alemão: “últimos dias”, via violência).[1][4][5] Críticos internos apontam interferência estatal e corrupção (US$8 bi desviados).[4]
**Próximos passos:** Escalada de repressão e bloqueios; possível inflação a 55%, revoltas generalizadas ou intervenção externa (Trump: tarifas de 25% a quem negocia com Ir