## INTRODUÇÃO
O dólar americano registrou leve alta frente ao real nesta sexta-feira, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, e pelo índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que saiu alinhado às expectativas do mercado. Cotado em torno de R$ 5,36 a R$ 5,65 conforme fontes como Cepea e Banco Mercantil, o avanço reflete a busca por ativos seguros em meio a temores de interferência governamental no Federal Reserve (Fed).[1][6]
## DESENVOLVIMENTO
Os dados do Cepea mostram o dólar comercial em R$ 5,362 no dia 15 de janeiro, após R$ 5,399 em 14 de janeiro, indicando uma leve recuperação em uma semana volátil com mínimas de R$ 5,354 em 9 de janeiro.[1][2] O Ipeadata corrobora médias diárias próximas, como R$ 5,384 em 15/01 e R$ 5,3789 em 14/01, enquanto o Banco Mercantil registra R$ 5,6485 em 15/01, subindo para R$ 5,6538 em 16/01.[3][6]
Tensões com o Irã reacendem instabilidade global, histórico recorrente que eleva o dólar como refúgio. Paralelamente, o CPI americano em linha com previsões mantém incertezas sobre cortes de juros do Fed, agravadas por temores de pressão política do governo dos EUA sobre sua independência.[1]
## ANÁLISE
Essa dinâmica fortalece o dólar, pressionando emergentes como o real e elevando custos de importações no Brasil. Pode complicar a política monetária local, com o Banco Central monitorando influxos de capital. Investidores veem risco de volatilidade prolongada se tensões no Irã escalarem ou interferências no Fed se confirmarem, impactando fluxos globais.[1][2]
## CONCLUSÃO
O dólar encerra a sessão em leve alta, ditado por CPI estável, Irã e Fed. Perspectivas apontam cautela: monitorar escaladas geopolíticas e dados americanos para prever movimentos no real nos próximos dias.[1][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complemento de Informações
**Dados de Inflação Confirmados**
O CPI dos EUA subiu **0,3% em dezembro** na base mensal e **2,7% anualmente**, em linha com expectativas[2][3]. O núcleo do índice (excluindo alimentos e energia) avançou **0,2% mensalmente e 2,6% anualmente**, ficando ligeiramente abaixo das projeções[3]. Esses números sugerem **moderação inflacionária**, com o efeito das tarifas se atenuando gradualmente[4].
**Sentimento do Consumidor**
O índice de sentimento da Universidade de Michigan atingiu **54,0 em janeiro de 2026**, seu maior nível desde setembro de 2025[5]. Contudo, permanece **aproximadamente 25% mais baixo que um ano atrás**[1]. Consumidores continuam preocupados com preços altos e mercado de trabalho enfraquecido, embora preocupações com tarifas diminuam[5].
**Expectativas de Inflação**
As expectativas para os próximos 12 meses estabilizaram em **4,2%**, o mais baixo