## INTRODUÇÃO
O dólar encerrou a semana em queda acumulada de 1,10% frente ao real, impulsionado pela inflação brasileira (IPCA) que registrou a menor variação acumulada em 12 meses desde 2018, fechando 2025 em 4,26% – dentro da meta de 3% com tolerância de ±1,5 ponto percentual – e pelo relatório de empregos (payroll) dos EUA abaixo do esperado. Esses indicadores reforçam a estabilidade econômica no Brasil e sinalizam desaceleração na maior economia do mundo, aliviando pressões sobre a moeda americana.[1][2][3][4]
## DESENVOLVIMENTO
O IPCA de 2025, divulgado pelo IBGE, acumulou alta de 4,26%, abaixo das projeções iniciais do mercado (4,31%) e do Banco Central (4,4%), marcando a primeira vez desde 2019 que a inflação fecha dentro do intervalo de tolerância no acumulado anual.[1][2][4][5] Em dezembro, o índice subiu 0,33%, puxado por grupos como despesas pessoais (5,87%) e saúde (5,59%), mas aliviado pela queda em habitação (-0,33%) e alimentos, beneficiados pela desvalorização das commodities em reais.[3][4][5][6] O Boletim Focus, do Banco Central, ajustou a mediana para o IPCA de 2026 de 4,06% para 4,05%, ainda 0,45 ponto abaixo do teto da meta de 4,5%.[1][2]
Paralelamente, o payroll americano veio aquém das expectativas, sugerindo enfraquecimento no mercado de trabalho dos EUA, o que pressiona o dólar globalmente.[1] No Brasil, essa conjuntura favorece o real, com o mercado financeiro reagindo positivamente à percepção de controle inflacionário pelo Banco Central.[3][8]
## ANÁLISE
A inflação controlada sinaliza maior estabilidade macroeconômica, abrindo espaço para cortes na Selic a partir de março, conforme analistas como Kimberley Sperrfechter, da Capital Economics, que veem “porta entreaberta” para redução de juros já em janeiro.[4] A queda do dólar beneficia importadores e consumidores, barateando produtos estrangeiros, mas pressiona exportadores dependentes de câmbio valorizado. Combinado ao payroll fraco, reforça apostas em política monetária mais frouxa nos EUA, ampliando o diferencial de juros a favor do Brasil.[1][2][6]
## CONCLUSÃO
O dólar perde força com IPCA dentro da meta e payroll abaixo do esperado, consolidando queda semanal de 1,10%. Perspectivas incluem real mais forte e possível alívio inflacionário em 2026 (projeção de 4,05%), mas vigilância sobre dívida pública e commodities é essencial para sustentar o cenário positivo.[1][2][3]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dólar enfraquece ante real com IPCA dentro da meta e payroll fraco nos EUA, fechando semana em -1,10%.**
1. **Dados relevantes**: USD/BRL caiu para 5,3683 em 15/01/2026 (-0,54% diário; -2,56% mensal; +11,27% anual)[2][4][6]. Semana: baixa de 5,3544 (09/01) a 5,4017 (14/01)[5]. Inflação BR desacelerou a 4,26% em dez/2025, menor desde ago/2024[2].
2. **Perspectivas diferentes**: Positiva no BR por vendas no varejo (+1,0% nov) e política monetária restritiva do BC, reduzindo prêmio de risco[2]. Global: payroll abaixo do esperado pressiona dólar, mas força persistente pode limitar ganhos do real[2].
3. **Próximos passos**: Acompanhar decisões do Copom e dados de emprego/inflação EUA; real pode testar 5,36 se cenário doméstico firmar[2].
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