## INTRODUÇÃO
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à GloboNews na terça-feira (7) que o aumento da dívida pública brasileira é impulsionado principalmente pelos altos juros, e não pelos déficits fiscais, contrariando narrativas comuns sobre o endividamento. Ele destacou que o déficit primário de 2024 fechou em 0,1% do PIB, bem abaixo do limite de tolerância de 0,25%, excluindo gastos com a reconstrução do Rio Grande do Sul, e projetou crescimento econômico de 3,6%.[1][2]
## DESENVOLVIMENTO
Haddad criticou as previsões do mercado, que superestimaram o déficit de 2024, e defendeu que o governo herdou contas desarrumadas, sem “maquiagem” ou “contabilidade criativa”. Ele enfatizou que a meta fiscal foi cumprida dentro da tolerância legal, e que despesas extraordinárias com enchentes no RS elevariam o rombo para 0,37% do PIB se incluídas. O ministro reforçou o compromisso com ajustes contínuos, sem pacotes numerados, para adequar o Orçamento e garantir flexibilidade na execução.[1][2]
No contexto histórico, a dívida pública tem crescido influenciada por políticas monetárias de juros elevados do Banco Central, visando conter a inflação. Haddad argumentou que esses juros altos são o principal vilão do endividamento, mais do que os déficits primários controlados. Ele afastou a ideia de meta fixa para a dívida, apostando no novo arcabouço fiscal para estabilizá-la e reduzi-la futuramente.[1][2]
## ANÁLISE
Essa declaração de Haddad reacende o debate sobre a política monetária, culpando os juros altos pelo inchaço da dívida em vez de gastos excessivos. Pode pressionar o Banco Central por quedas na Selic, aliviando o Tesouro, mas expõe tensões entre Fazenda e BC. Economicamente, reforça a narrativa de controle fiscal sob Lula, contrastando com críticas oposicionistas, e sinaliza otimismo com crescimento de 3,6% em 2024.[1][2]
## CONCLUSÃO
Haddad atribui o crescimento da dívida aos juros elevados, com déficits mínimos em 2024. Perspectivas incluem estabilização via novo arcabouço fiscal e ajustes contínuos, podendo influenciar juros futuros e debates eleitorais sobre economia.[1][2]
—
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas:** Dívida bruta subiu para 79% do PIB (R$ 10 tri) em nov/2025, com gasto de R$ 87,2 bi em juros (7,77% do PIB em 12 meses). Tesouro projeta 83,6% em 2026 e pico de 88,6% em 2032; FMI estima 92% em 2025.[1][2][6]
**Perspectivas diferentes:** Haddad atribui alta aos juros elevados (Selic alta). Críticos, como economista do UBS, veem déficit fiscal (8,13% do PIB em 12 meses) e pedem ajuste de 3,5-4% do PIB para estabilizar, alertando risco de crise.[2][5]
**Próximos passos:** Orçamento 2026 sancionado prevê superávit primário de R$ 34,2 bi (R$ 6,54 tri total, R$ 1,8 tri para dívida). Tesouro monitora via relatórios mensais; foco em queda de juros e CDS (136 pb em set/2025).[3][4]
(148 palavras)