## INTRODUÇÃO
Na manhã desta sexta-feira (16), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou a **Operação Serpens**, resultando na prisão da delegada recém-empossada **Layla Lima Ayub**, da Polícia Civil paulista, suspeita de ligações com o **Primeiro Comando da Capital (PCC)**. A ação cumpriu dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em São Paulo e Marabá (PA), expondo supostos vínculos pessoais e profissionais da delegada com a facção criminosa.[1][3][5][6]
## DESENVOLVIMENTO
Layla Lima Ayub, aprovada em concurso público em dezembro de 2025 e empossada como delegada, ainda cumpria estágio probatório na Academia de Polícia quando foi detida em uma pensão na capital paulista, ao lado de um integrante do PCC em livramento condicional, com quem mantinha relação amorosa. Antes da posse, ela atuava como advogada criminalista inscrita no Pará, defendendo lideranças da facção em audiências de custódia – prática ilegal após assumir o cargo público.[1][3][5]
A investigação, conduzida pelo MPSP via Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Corregedoria-Geral da Polícia Civil de SP e GAECO do Pará, aponta que Ayub usava irregularmente sua função para atuar em prol do PCC, com acesso a bancos de dados e informações restritas. Autoridades negam indícios de fraude no concurso, afirmando que as suspeitas surgiram de sua advocacia prévia no Pará.[1][2][5]
O promotor Carlos Gaya destacou a rapidez da resposta: “Foi uma resposta dura, uma resposta rápida”, enfatizando a cooptação da delegada por um faccionado específico.[1][2]
## ANÁLISE
Essa prisão revela a **infiltração do PCC em instituições de segurança**, abalando a credibilidade da Polícia Civil e expondo vulnerabilidades em processos seletivos e controle de agentes públicos. O caso sinaliza a necessidade de maior escrutínio em concursos e estágios probatórios, além de reforçar ações integradas contra o crime organizado, que historicamente corrompe setores públicos no Brasil.[1][3][4]
## CONCLUSÃO
A Operação Serpens marca uma vitória inicial contra a corrupção no aparato policial, com investigações em curso sobre fraudes e ligações com o PCC. Perspectivas incluem demissão da delegada e aprofundamento de apurações, visando restaurar a confiança na segurança pública.[1][3][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complementação da Notícia
**Dados relevantes:** A delegada Layla Lima Ayub foi presa em prisão temporária por 30 dias, prorrogável por mais 30 dias[3]. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá, além de dois mandados de prisão[1].
**Acusações específicas:** Ela usava irregularmente seu cargo em audiências de custódia de presos do PCC[1], atuando como advogada mesmo após sua aprovação no concurso de delegada[3]. Responde pelos crimes de lavagem de capitais e integração em organização criminosa[3].
**Contexto pessoal:** Além das atividades profissionais irregulares, Layla mantinha envolvimento amoroso com um integrante do PCC em liberdade condicional, ambos presos em uma pensão na capital[3].
**Perspectiva das autoridades:** Segundo o corregedor-geral da Polícia Civil, a prova contra ela é “robusta”[3]. As autoridades afirmam não haver indícios de fraude no concurso público, embora continuem investigando essa possibilidade[3