## INTRODUÇÃO
Não é apenas petróleo. É o controle dos fluxos energéticos e das rotas continentais da **Nova Rota da Seda**. A crise EUA-Irã, intensificada por protestos internos no Irã desde dezembro de 2025, ameaça diretamente o coração do projeto chinês de desenvolvimento. Sanções americanas, lideradas por Donald Trump com tarifas de 25% a parceiros como China e Turquia, exploram o colapso econômico iraniano – inflação descontrolada e corrupção – para fomentar instabilidade. EUA e Israel veem oportunidade em manifestações espontâneas de comerciantes, enquanto Teerã reprime violentamente, com relatos de milhares de mortes e execuções, elevando riscos de escalada nuclear e regional.[1][3][5]
## DESENVOLVIMENTO
As tensões remontam à Revolução Iraniana de 1979, agravadas por disputas nucleares. Sanções ocidentais, intensificadas por Trump desde 2018 e mantidas por Biden, visam gerar descontentamento interno para derrubar o regime dos aiatolás. Em 13 de janeiro de 2026, Trump anunciou tarifas secundárias a nações que compram petróleo iraniano, atingindo principalmente a China (80% das exportações). Protestos, iniciados por alta de custos de vida, carecem de liderança central, mas EUA e Israel tentam direcioná-los para “mudança de regime”.[1][3][4]
Sinais de preparo bélico incluem retirada de diplomatas americanos, alertas a cidadãos e fechamento de embaixadas por aliados como Reino Unido e França. Trump declarou que “ajuda está a caminho” aos manifestantes e que EUA estão “prontos para ajudar”. Irã ameaça retaliar bases americanas e israelenses em Arábia Saudita, Emirados e Iraque. Repressão interna é feroz: CBS relata 12 mil mortos; um manifestante foi condenado à morte sem julgamento.[2][4][5]
China e Rússia, pivôs da “virada ao Leste” iraniana desde 2021, buscam parcerias energéticas para contornar sanções, mas quedas no regime comprometeriam a Nova Rota da Seda, vital para fluxos continentais.[3]
## ANÁLISE
Isso significa disputa pelo controle geopolítico: EUA buscam enfraquecer Irã para isolar China, cujos planos de infraestrutura dependem de Teerã estável. Escalada militar, improvável como invasão total, pode envolver ataques pontuais, elevando petróleo e inflação global. Queda do regime é complexa – Irã tem capacidade militar robusta –, mas sanções secundárias pressionam aliados. Sem diplomacia, repressão interna e tensões externas geram custos humanos e econômicos globais, com protestos rejeitando interferência externa.[2][3]
## CONCLUSÃO
Crise EUA-Irã entrelaça sanções, protestos e ambições nucleares, ameaçando Nova Rota da Seda e estabilidade regional. Perspectivas: repressão persiste, Trump pressiona com tarifas; risco de ataques pontuais cresce, mas intervenção direta é remota. Diplomacia é urgente para evitar desabastecimento energético mundial.[1][2]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Crise EUA–Irã: Dimensões Estratégicas e Geopolíticas
**Dados Atuais**: Os protestos deixaram **mais de 3.400 mortos**[1], com tensão militar crescente. Os EUA iniciaram evacuação de soldados de bases no Oriente Médio[1], enquanto o Irã ameaçou atacar instalações americanas em caso de bombardeio[1].
**Contexto Econômico-Estratégico**: A moeda iraniana perdeu aproximadamente **40% de seu valor** desde a guerra Irã-Israel, com inflação anual de 42,2%[4]. O crescimento econômico caiu de 4% para praticamente zero[3]. Esses fatores comprometem a capacidade do Irã de participar da Iniciativa Cinturão e Rota chinesa.
**Perspectivas Divergentes**: Analistas argumentam que a revolta é legítima, mas amplificada por interferência externa[5]. Um economista iraniano alertou que envolvimento dos EUA historicamente prejudica manifestantes e fortalece a tirania[3]. Trump ameaça intervenção militar e impôs tarifa de 25% a países que