## INTRODUÇÃO
A ala baiana do PT conquista mais um espaço de poder no governo Lula com a nomeação de Wellington César Lima e Silva, ex-procurador-geral de Justiça da Bahia, como novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Aos 60 anos, o jurista assume o cargo após a saída de Ricardo Lewandowski, em uma decisão estratégica que reforça laços regionais e traz experiência comprovada para um ministério em xeque.[1][2][7]
## DESENVOLVIMENTO
Wellington César Lima e Silva, nascido em Salvador em 1966, tem trajetória consolidada no Ministério Público da Bahia, onde atuou como promotor, procurador-geral adjunto e procurador-geral. Já ocupou o Ministério da Justiça por 11 dias em 2016, no final do governo Dilma Rousseff, mas deixou o cargo após decisão do STF que impedia acumulação com a carreira no MP-BA. Aposentado do MP em 2023, integrou o atual governo Lula como secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência até julho de 2024, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras.[1][3][6][9]
O convite foi feito pelo presidente Lula em reunião no Palácio do Planalto na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, com presença do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto. A nomeação saiu em edição extra do Diário Oficial da União, substituindo Lewandowski, que pediu demissão em 8 de janeiro por motivos pessoais e familiares. Lewandowski havia assumido em fevereiro de 2024, após aposentadoria do STF.[1][2][7][10]
A escolha ocorre em meio a debates sobre reestruturação da pasta, com Lula descartando por ora o desmembramento para criar um Ministério da Segurança Pública, dependendo de PEC em tramitação no Congresso. Wellington tem bom trânsito com a ala baiana, incluindo Rui Costa, ministro da Casa Civil.[2][8]
## ANÁLISE
Essa nomeação é estratégica para o governo Lula: fortalece a influência da ala baiana do PT, grupo com histórico de peso no partido, e traz um jurista experiente em direito penal e gestão jurídica para enfrentar críticas à segurança pública. Diferente de 2016, agora aposentado, Wellington pode se dedicar integralmente, sinalizando continuidade técnica sem rupturas políticas. A decisão reflete cautela de Lula em evitar divisões ministeriais em ano pré-eleitoral, priorizando estabilidade e combate ao crime organizado.[1][2][4][12]
## CONCLUSÃO
Wellington César Lima e Silva assume com o desafio de elevar o desempenho da pasta em segurança pública, área sensível para o governo. A perspectiva é de maior coesão interna e foco em políticas integradas, consolidando apoios regionais do PT.[10][12]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Wellington César Lima e Silva**, ex-procurador-geral da Justiça da Bahia (PT), assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública em 15/01/2026, substituindo Ricardo Lewandowski, após nomeação publicada no DOU.[1][2][3]
**1. Dados relevantes:** 60 anos, mestrado em Direito Penal (Univ. Cândido Mendes/RJ), doutorado em andamento (Univ. Pablo de Olavide/Espanha). Já foi ministro por 11 dias em 2016 (Dilma) e secretário de Assuntos Jurídicos (2023-2024).[2][7] Lewandowski deixou o cargo em 08/01 por motivos pessoais, após 2 anos.[1][3]
**2. Perspectivas:** Governo vê como reforço à agenda petista baiana e combate ao crime organizado como “ação de Estado”, com articulação MP/Judiciário.[3][4] Críticos destacam desafios eleitorais (2026), imagem fraca na segurança (ex.: 121 mortes em operação RJ) e pressão por pasta exclusiva de Segurança.[3][5]
**3. Próximos passos:** Posse reservada com Lula/