## INTRODUÇÃO
O PL Antifacção, projeto de lei que endurece penas contra o crime organizado com até 120 anos de prisão, pode virar armadilha eleitoral para o presidente Lula (PT) se ele vetar o texto, alerta o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mário Sarrubbo. A possibilidade ganha força caso o relator na Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP), retome a versão aprovada pelos deputados, pressionando o Planalto em ano pré-eleitoral.[1][3]
## DESENVOLVIMENTO
Apresentado pelo governo como resposta a operações contra facções como o Comando Vermelho, o PL 5.582/2025 sofreu alterações profundas na Câmara, criando novos tipos penais e instrumentos investigativos para a Polícia Federal. No Senado, o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) aprovou o texto por unanimidade em 10 de dezembro de 2025, eliminando itens inconstitucionais como extinção do auxílio-reclusão e proibição de voto a presos provisórios, além de prever regularização temporária de bets clandestinas para arrecadar até R$ 7 bilhões. O projeto agora retorna à Câmara para análise de ajustes antes de ir ao presidente para sanção ou veto.[3][4]
Sarrubbo, em declaração recente, destacou o risco político: se Derrite mantiver a versão original dos deputados, um veto de Lula seria explorado pela oposição, que já critica o Executivo por suposta leniência com o crime. O contexto inclui tensões no Congresso, com o governo negociando uma PEC para ampliar competências federais contra o crime organizado, mas resistências de governadores oposicionistas. Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, indicou que o Ministério da Justiça pode ser dividido, priorizando o combate a facções.[2][6]
## ANÁLISE
O alerta de Sarrubbo revela o dilema de Lula: sancionar o PL fortalece a imagem de rigor na segurança, mas aceitar mudanças parlamentares sinaliza fraqueza negocial; vetar expõe o PT a acusações de conivência com bandidos em 2026, ampliando polarização. A oposição, como o PL de Bolsonaro, aposta em derrubar vetos para desgastar o governo, enquanto judicializações e mobilizações de rua podem prolongar o debate.[1][2][5]
## CONCLUSÃO
O PL Antifacção encapsula a disputa por segurança pública, com Lula entre sanção pragmática e veto ideológico. Perspectivas incluem retorno à Câmara e possível derrubada de veto no Congresso, definindo rumos eleitorais e prioridades contra facções.[3][4]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**PL Antifacção**: Aprovado unanimemente no Senado em 10/12/2025, com penas de até **120 anos** para líderes de facções; relator Alessandro Vieira (MDB-SE) removeu itens inconstitucionais da versão da Câmara (relator Derrite, PP-SP).[3][4]
**Dados/estatísticas**: Megaoperação no RJ matou 117 pessoas; emenda prevê R$ 7 bi extras com regularização de bets clandestinas, usadas por facções.[3]
**Perspectivas diferentes**: Sarrubbo alerta que veto de Lula (provável) vira armadilha eleitoral; oposição vê como rigor essencial contra crime organizado, criticando Lula como leniente; governo enviou contraproposta própria e negocia PEC Segurança.[1][4][5]
**Próximos passos**: Câmara reaprecia texto pós-recesso (2026); possível veto de Lula, com risco de judicialização ou derrubada; criação de Ministério da Segurança divide base, depende de PEC e financiamento.[2][4][6]
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