## INTRODUÇÃO
Os preços do petróleo dispararam em meio à escalada do conflito entre Venezuela e Estados Unidos, após ataques militares americanos que resultaram na captura de Nicolás Maduro no sábado (3 de janeiro). Em um ambiente de maior aversão ao risco, investidores reagiram com alta nos contratos futuros, como o Brent, que avançou 1,63% para US$ 61,82 o barril, e o WTI, que subiu 1,80% para US$ 58,35.[2][1] Novos episódios geopolíticos reacenderam temores de interrupções no suprimento, apesar do excesso global de oferta.[1][4]
## DESENVOLVIMENTO
A ofensiva dos EUA, enquadrada por Donald Trump como ação de segurança e combate a ilícitos, mirou estruturas estratégicas venezuelanas e elevou a pressão sobre o regime de Maduro, preso e retirado do país.[1][3][6] Trump anunciou planos para “administrar” a Venezuela, abrindo o setor de petróleo a grandes empresas americanas como Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips, com o objetivo de elevar a produção em 50%, o que demandaria US$ 10 bilhões e pelo menos dois anos.[2][5][6] A Chevron, única petroleira dos EUA ativa lá, já responde por um terço da produção local de 900 mil barris diários, enquanto a Venezuela detém 17% das reservas mundiais, equivalentes a mais de 300 bilhões de barris.[2][6]
Analistas divergem sobre o impacto imediato: a maioria vê precificação prévia do conflito, com subidas modestas de 1 a 2 dólares no Brent, sem perda física relevante de oferta por enquanto.[1][4] A presidente em exercício Delcy Rodríguez, reconhecida pelo alto comando militar, apelou por paz, reduzindo riscos de bloqueio prolongado às exportações.[2] O mercado incorporou um prêmio de risco geopolítico, mas a demanda fraca e excesso de oferta limitam ganhos.[1][4]
Tensões históricas, intensificadas por sanções americanas contra Maduro e disputas sobre exportações, voltam ao centro da geopolítica energética global.[3]
## ANÁLISE
Essa escalada significa maior volatilidade nos preços do petróleo, com potencial reprecificação de risco se houver interrupções nas exportações venezuelanas de petróleo pesado, elevando o Brent em 7% a 15% em cenários intermediários ou mais de 20% em estresses prolongados.[4] Para os EUA, abre portas a controle de reservas gigantes, barateando custos via maior oferta futura, mas gera incertezas regionais e reações como fechamento de fronteiras pela Venezuela.[6][1] Investidores em energia, como ações de petroleiras americanas, já sobem ante acesso ampliado, enquanto economias dependentes de diesel, como o Brasil, monitoram impactos.[7][5]
## CONCLUSÃO
O petróleo sobe moderadamente com a tensão EUA-Venezuela, mas sem pânico imediato devido à oferta global farta.[1][7] Perspectivas dependem de interrupções reais e do plano de Trump para destravar produção, podendo estabilizar ou elevar preços a longo prazo.[4][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Preços do petróleo voláteis:** Brent oscilou de US$ 60-64,5/barril, com quedas de até 3% após anúncio de Trump sobre 30-50 milhões de barris venezuelanos para EUA, mas alta de 1,63% para US$ 61,82 e WTI +1,80% para US$ 58,35 pós-intervenção militar (3/1/2026), que capturou Maduro.[1][3]
**Dados chave:** Venezuela detém 17% das reservas mundiais (>300 bi barris), mas produção aquém; queda anual de 18% nos contratos em 2025.[2][3]
**Perspectivas:** Maioria dos analistas vê impacto curto nulo (excesso oferta global, risco já precificado); otimismo com acesso de ExxonMobil/Chevron eleva ações; risco de prêmio geopolítico se exportações pesadas forem interrompidas.[2][5][6]
**Próximos passos:** EUA planejam controlar vendas/produção com PDVSA, abrindo a empresas americanas; monitorar interrupções exportações (Brent +7-15% intermediário, >20% estresse); apelo de Delcy Rodríguez por pa